... aqui se derramam as cores e as dores de uma vida.
As cores? ah! isso depende muito, elas alternam com o momento.
Sobre as dores? Complicadissimo esse assunto,
são mutaveis, desaparecem por tempos
como se nunca tivessem existido,
danadas, elas me enganam nos dias de alivio,
depois aparecem sem ser chamadas,
fogem ao controle,
quem sou eu para controlar elas?
Desgraçadas tem vida propria, traiçoeiras esperam o momento,
atacam sem pena,
detonam os momentos
embaçam as cores,
as cores de uma vidaja desbotadas,
nem o vinagre realça mais...
.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Domingo em transito!
Quinta-feira é dia de ida,
domingo, dia de volta.
Sou eterno passageiro.
Passaporte vencido,
não preciso de visto,
ja sou conhecido,
nos lugares onde chego.
domingo, dia de volta.
Sou eterno passageiro.
Passaporte vencido,
não preciso de visto,
ja sou conhecido,
nos lugares onde chego.
Tem dias!
... dias que não sei de mim, a temperatura e a luz me transportam para outros tempos, me encontro em transito, nem hoje nem ontem, sem data, sem localização. Homem sem territorio, errante de sensações, desejo uma nacionalidade que não encontro para aplacar o estado flutuante da alma. Os pés parecem não tocar o chão. Não existem mais pés ou teimo em ter eles e chão? Preciso de chão? Preciso ter pés? Mesmo? Já não sei mais responder para que serve o corpo frente a intensidade das sensaçãoes mais vivas que a materia. A respiração é curta, as pernas doem, os braços são dormentes, o corpo é dor que desejo me desfazer. Não quero mais corpo nem dor. Estranhos dias, que estranham recorrentes sensaçãoes. Andando pelas ruas o passo é lento a alama é velha. O olhar contempla pessoas e carros, passo por eles e por tudo, sou invisivel nesse momento. Sem corpo entre os visiveis caminho me pensando oculto entre os visiveis que transitam. Recuso ser objeto do olhar alheio denunciando minha alma sem patria, sem tempo e sem territorio apenas nesses dias estranhos. Sim, não todos os dias! Não quero ser sabido como o estranho que desfila pelas ruas, não quero a publicidade estranha do estranho de certos dias despido na ponta do olhar alheio, prefiro a fantasia de ser o corpo sem orgãos invisivel. Cada um com seu cada um...
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