segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Domingos e segundas feira já não são os mesmos após esses quase 4 meses. A partida dela deu a esses dias um outro significado. Marcou esses dias com sabor de despedida, despedida sem retorno. A imagem mental  esta perdida, irresgatável na memoria. Olhar a fotografia não resolve, parece distante, léguas. Não consigo proximidade, é longe a sensação de quem foi tão próxima, estranho, indecifravél essa sensação. Tento reve la, não consigo,  as fotos não cooperam. O cheiro do perfume ainda é eficaz, quase me mata. É o cheiro dela. Falta ela nesse mes de setembro como nos outros. Nesse em especial. Sobramos 3, falta sempre ela na mesa, nas festas e nas nossas vidas. As noites são de sono agitado e os pesadelos revelam o sonhador triste que me tornei. Momentos de alegria existem, são raros porem não plenos, pequenas tréguas da existencia para aliviar um pouco a saudade dela que persiste, pano de fundo das nossas vidas. Os aniversarios aconteceram sem ela, faltou a presença ruiva, branca, os olhos vivos que suportaram o sofrimento que nunca teve  cara nem olhos. Em relação a falta,  é indisfarçável, inexiste e não tem remédio. O convivo com ela se impoe e quanto a isso,  não há o que fazer, somente sobrevivier, é imposição da vida, regra dura essa chamada morte. Finitude inevitável, contingencia desgraçada e certeira que nos surpreende na travessia da vida e nos deixa revel. Sim, sobrevivi a essas duas semanas de festa, dentro de mim não era festa, era saudade e falta. Acordei hoje, segunda feira inteiro, me colei  durante a noite, juntei meus pedaços e acordado estou nessa manha pronto para mais uma semana dessa vida que vou levando sem saber bem pra onde ir. Sei que caminho e tenho rumo, apenas não sei onde chegarei nessa vida, sei apenas que como ela,  acabarei um dia,  não sei que dia. A unica certeza dessa vida nos oculta a data, a hora e o dia. Que ironia! Vou nessa...trabalhar !

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