segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Ida ao Fonseca
... foi no domingo a tarde essa ida ao Fonseca, uma volta ao passado. O Fonseca é a Tijuca de Niterói. Casamento do primo, festa em familia, lugar que visitei muito na infancia. Estavam lá as duas primas e o primo em terceiro grau. Bom, foi a festa de casamento dele! Conversa daqui, conversa dali, estava no passado a certa altura. Chega tia Wilma na cadeira de rodas, uma sobra do que um dia ela foi. Fiquei impressionado com o estado dela. Olhei de longe, procurava aquela de anos atras, sempre arrumada, em especial penteada. Era caprichosa com o cabelo, nesse dia, estava despenteada, o cabelo sem tintura. Os olhos, esses ainda eram os mesmos. Perguntei se sabia quem eu era, disse que sim, mas duvidei. Depois acreditei quando me sentei ao lado dela e conversamos longamente. Ela sempre gostou de mim, eu dela, poucos na familia gostam, mas eu continuo gostando. Estar ao lado dela foi de proposito uma forma de voltar ao passado, aquele lugar, os fins de semana juntos, a minha infancia com a prima Rita, meu tio Alvaro e os carnavais que passamos juntos. Puxei assunto, fiz ela recordar historias, fatos e acontecimentos. Ela é como os meus objetos dos anos 60, funciona como um deles, estar perto dela é uma volta ao passado. Lembrei dos almoços de todos os domingos na casa da rua Barros e no apartamento de Icarai. Volta total no tempo, moveis pés de palito, jarros de murano, abajour de foquinhos, televisão Admiral preto e branco e aquela deliciosa esperança daqueles anos. Pura nostalgia! Ela nem imaginava que estava ali do seu lado com essa finalidade, finalidade de voltar ao passado por uns instantes. Voltei! A certa altura, já queria o presente, veio o bolo do casamento, os parabéns e uma volta ao presente imediata. São 7:33 da manha, estou no consultorio, é dezembro de 2009, tenho 55 anos e a vida continua. Lembranças? Ficaram para trás, o presente se faz necessario... estou aqui!
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