terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Vida?
Decididamente aos 56 constatou que a vida não havia dado certo. Todas as tentativas foram por agua abaixo. Eram periodos mais tranquilos quase que como prenuncio de tempos dificeis. Não era vida, era uma gangorra, um sobe e desce esgotante. Tinham dias de profunda banalidade em que as esperanças sucubiam. O corpo sentia, a cabeça esgotada pedia um fim. Queria uma estabilidade, namorava essa possibilidade sem no entanto nunca realiza-la. Chegava ao topo com a certeza de que logo estaria no solo, apenas questão de tempo e o tempo passava rápido deixando dos bons tempos apenas nostalgia. Haviam pequenos bons tempos, pequenos apenas. Era como uma condenação a essa alternancia, esse era o tom da insuportavel vida. Namorava a morte como a possibilidade de desembarcar desse destino traçado em sulcos fundos, eram trilhos dos quais não se podia desviar o caminho. Tentava descarrilhar, não conseguia. Destino? Não sabia. Praga? Não podia ser, de quem seria? Era condenação, estava assim previsto para aquela vida, pena perpetua de sofrimento. E fazia de tudo, e partia para tudo e não chegava a lugar estavel, . estabilidade não conhecia, vivia o que é ser humano na sua instabilidade maxima. Namorava a estabilidade dos objetos, ansiava por ser coisa no mundo, não conseguia. Constatação terrivel detonava os dias sem esperança. Não via saida, apenas aquela definitiva. Largar essa condenação, esse destino traçado, era desgraçado a revelia dessa condenação? Qual seria o delito cometido? Ter nascido? Parece que sim...custava acreditar, não soube fazer da vida uma boa vida...triste fim desse condenado.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Domingo...
...estrangeiro nesse domingo, estranho no meu proprio país... não me deportarei, não é preciso, poderei suportar esse estado da alma estranha a mim mesmo. Nada em torno é novo, tudo está velho e no entanto, tudo me é indiferente, quase que desconhecido, sei que não é, sei de tudo isso, mas tento assim ficar distante, produzir distancia. Esse expediente, sinto revelar, não funciona, tudo está pertissimo, indisfaçarvel. Apesar disso, continuo estrangeiro, quero ser, não quero admitir esse país. O calor me consome no verão, quero deportar, quero neve, frio, não suar. Capitulo a parte, suar durante a noite mesmo no ar condicionado.... ando suando no frio e não suando frio, há uma diferença. A nuca molhada, os cabelos umidos, incomodo sem precedentes durante a noitede sono. Estrangeiro no meu corpo? Não, sei de onde vem o stress, vem desse sentimento de estrangeiro nesse mundo, fora dessa ciranda que não sei dançar, não aprendi, nem sei se saberei um dia. Danço outra dança, essa, a que vivo, sem coreografia traçada, dança de uma vida, a minha!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Feliz Aniversario !
...mas por que diabos tem que ser dito feliz aniversario? Que porra é essa de desejar felicidade no dia do aniversario? Ele deve ser feliz mesmo? Imagino o bebe fernando nascendo em pleno calor de janeiro do ano da graça de 1954. Já devo ter nascido morrendo de calor e pelo que soube , com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Opa, nasci já no sufoco, com a corda no pescoço! Até que rimou! Vivo de rimas e de expediente e viver de expediente né fácil não! Mas, vamos lá que esse não é por acaso o nome desse blog, é uma vida de vamos lá, esse é o tom da minha vida. Afinal, cheguei a 2010, mais um ano de graças, vivo das graças dos anos e eles sempre tem lá as suas. Tem tristeza tambem, tem de tudo e tudo faz parte dessa vida banal. Esse aniversário é com gripe, já devo ter passado outros assim como já passei em outros sufocos. Mas, vamos lá outra vez que cavalo não desce escada e também não estou pra descer nada e sim para subir. É aquele negócio da cabra capricorniana subindo a montanha direto, saiam da frente que lá vou eu morro acima! E nessa escalada tem ficado muita gente indignada, revoltada e todos os adas possiveis por conta desse meu jeito irreverente. Mas vejam só, quem nasceu com a corda no pescoço e portanto no sufoco, tá tudo indo até muito bem. Diferente de 54, essa noite dormi no ar, refrigerado é claro, acordei com o radio noticiando as trajédias da chuva e o calor promete ser daqueles. Feliz que não vou ficar com esse dia quente, fico feliz por conta de outras coisas e já vou indo que não estou aqui para me estender e o assunto já tá esgontando. Calor fudido, indo.....
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