segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Faz calor
... muito, demais! Volto a esse tema, ele me persegue e o calor tambem. Noite de ar condicionado é delicia, frio artificial, noite programada. Acordei babando, dormi de boca aberta. A noite de domingo para segunda é sempre problemática, vem a preocupação com o inicio da semana, desnecessária, mas vem. A semana vai começar independente das preocupações, bobagem, mas acontece, interfere no sono. Ando sempre questionando meu nascimento neste estado tão quente. Poderia ter sido em Porto Alegre, na europa, ou até mesmo no polo Norte, Sul. Mas foi aqui, isso é fato! Ele me perturba tem muitos anos, é caso antigo, incompativilidade de genio, de pele de tudo. Tento me acalmar quando ele chega pensando que depois virá o inverno. Não vem! Será calor até março, abril ou maio. Ilusão, ele voltará em outubro com toda intensidade. Não tem trégua! São doze meses de calor, vivo em eterno verão. É o cabelo molhado na nuca, a testa molhada e o suvaco molhado. Fora a cueca ensopada! Meias? Impossivel! Shorte, sunga, sandalia havaina e praia. Ai dá certo! Trabalho? Só no ar. Saudades do inverno que não existe mais! Xangai
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A Curva
... a curva do Pão de Açucar as 6:20 da manha é sempre linda! Mas por que pão de açucar? de que pão falavam os portugueses? Não importa, é lindo esse morro na enseada de Botafogo. Casamento lindo de Burle Max com a natureza pontua esse caminho das manhas de Rio de Janeiro. De fato, o rio de janeiro continua lindo, sempre será. Todas as manhas desse caminho, a enseada de botafogo traz lembranças de Dom Casmurro, foi nesse mar que se afogou o seu suposto rival. Pensar em tilburis percorrendo a orla nos anos de 1800 é delicioso. Um tempo passou visitando o universo de Machado. Custou a sair, até hoje tem saudades, as vezes volta, mas viver aquela época, por mais que queira, é impossivel. Só em sonhos, nesse é possivel. Voltemos ao casamento de Burle Max com a natureza, espetáculo sem igual, observar o cuidado com que cada planta foi colocada, cada curva tem suas arvores, sim, existem arvores de curvas e pequenos bosques plantados. Não é acaso, é caso plantado, distribuição cuidadosa da natureza, entrega a natureza do autor. É paixão construida ao longo dos anos namorar esse jardim. É o trabalho quem proporciona
esse prazer. Tem que chegar por algum caminho, é natural que assim seja. Por que não pelo jardim? Tem outros caminhos, isso sempre tem para tudo, é questão de bom gosto e de escolha. Escolheu chegar pelo jardim e admirar o Pão de Açucar, uma espécie de café da manhã saboreado pelo olhar... Bom dia!
esse prazer. Tem que chegar por algum caminho, é natural que assim seja. Por que não pelo jardim? Tem outros caminhos, isso sempre tem para tudo, é questão de bom gosto e de escolha. Escolheu chegar pelo jardim e admirar o Pão de Açucar, uma espécie de café da manhã saboreado pelo olhar... Bom dia!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Esperanças
... de um Brasil prospero, novo, revolucionário são depositadas na suposta candidatura de Aécio Neves. Essa velha história se repete a cada nova oportundade de se eleger um novo presidente. Dilma versos Aécio. O novo e o velho. Mas que novo será esse Aécio que governará com um velho Senado e um velho Congresso cheio de vicios e negociatas que impedem a todos os novos a despontar uma nova era? Será velho como Dilma, decepcionante como Lula.? Assistiremos mais uma vez promessas de campanha serem retocadas em discursos pós eleições como sempre? Tudo é dito ao povo na busca de votos, tudo desdito após eleitos. Nesse movimento de esperança e deseperança atravessamos decadas de desilusões. Acreditar numa só pessoa como a possivel saida não seria mais uma vez errar e se enganar? Não há essa supostta autonomia, governar é negociar, é fazer alianças. Ciro se retira da pretensão a presidente caso Aécio entre no páreo. A presidencia já começa sendo negociada na intenção das candidaturas. O que virá depois? Acordos com Deus e o Diabo nessa trajétoria em busca do Planalto. Aécio não escapará a esse destino, chegará como todos ao Alvorada endividado, confirmando a máxima do homem desse século, o homem endividado, diferente do homem do século passado, o homem culpado. Sem culpa e portanto endividado, resta um mandato de pagar dividas assumidas por ele e não pelo povo que o elegeu. O povo tem suas dividas, já as suporta pagar, mas desgraçadamente arcará com as contraidas por Aécios e Ciros e Dilmas. da vida. Uma pena, não há esperanças, só designeos a serem vividos nesse Brasil, que se torna a cada eleição uma eleição de projetos pessoais de candidatos e das suas turmas eleitas para construirem suas fortunas as custas da esperança do povo!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Chuvas de segunda
... é segunda feira, são cinco da manha e o despertador toca. Ele se levanta como de costume com o pé direito. A janela está fechada, dentro do quarto faz frio, lá fora, calor. O ar ligado ilude quem acorda em relaçao a estação do ano. Acordou em novembro com clima de julho. Banho, café da manha, troca de roupa é o ritual de cada manha, feito com precisão. O sanduiche, come na janela da sala como de costume para fugir do calor que faz na cozinha. Chegando a janela, prato numa das mãos, suco de laranja na outra, se depara com a chuva forte que cai impiedosamente na cidade. Olha para o Rio e constata -está encoberto. Olha para baixo e confere - rua alagada. Vem a duvida, vou ou não vou, saio, não saio. Espera a chuva melhorar, decide pensando nos riscos que significa sair sob temporal. Ela dá uma pequena trégua, suficiente para anima-lo a sair. Na protaria do predio, o porteiro comenta a força da agua que cai, enfraquecendo a decisão de sair. Para por um segundo, olha para a rua, reflete e decide - vou assim mesmo. Desce a garagem acompanhado do porteiro, entra no carro e parte para o Rio encoberto, antes visto pela janela. Ruas alagadas deixam duvidas quanto a decisao de seguir, segue assim mesmo, vai em duvida. O carro precisa de combustivel, achar um posto disponivel se torna problema, entra num sem frentista e desiste. Acaba parando na ultima chance antes da ponte. Alcool caro, o mais caro que ja pagou. Diz o frentista que nao e alcool, brinca, e whisky. A chuva enfraquece, ele se anima. A ponte desanima logo em seguida, chove forte, da medo. A travessia foi com cautela,atento aos espelhos e a velocidade, o dia vai clareando e a chuva cedendo. Chegando ao rio, dia ja claro, chuva amena, confirma a decisao certa de ter vindo. Como avaliar o imprevisivel tempo. Sem previsao, constata as 8 horas com o sol saindo entre as nuves. Em se tratando de tempo, tudo e possivel, poderia estar caindo um temporal, mas no entanto faz sol. E arriscar e nada mais...
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Momentos
... são complicados ou complicamos os momentos com duvidas desnecessarias? Não, elas são necessarias para quem precisa delas. É verdade, elas sustentam sofrimentos. E se eu deixar de sofrer, como é que vai ser para eu me acostumar? Acostumado a sofrer não se vive sem. Vira modo de vida, o sujeito busca das formas mais sutis encontrar um probleminha qualquer e pronto! Caia na besteria de dar uma solução - voce imediatamente é atacado com todas as defesas imaginaveis, racionalmente estruturadas para provar que aquela solução não é a melhor. Eles tem excelencia em invalidar saidas. Afinal, neuroticos odeiam solução, querem problema, em especial, os sem saida. Acreditam nisso, defendem essa verdade com todas as defesas que a realidade humana pode construir para se proteger do risco de uma situação com saida. A vida se dá mesmo ali, no "quentinho do porco", dentro da gamela, refastelados nas duvidas sem fim. Só não Cartesianos puros, porque não desejam nunca chegar a uma verdade absoltua. Longe disso, querem a duvida eterna, encarnam o genio maligno que a tudo problematiza e duvida e não saem disso. Estão mais para Sisifo, rolando sua pedra morro acima mas nem assim são igauis. Sisifo ainda pensava enquanto rolava a pedra morro acima. Eles?- não! A finalidade da dúvida neurotica é mesmo não ter fim...ou melhor, finda em si mesma, tranforma o cara no sujeito da duvida. Ele é a duvida, encarna a duvida no seio da sua existencia. Só uma coisa me vem a mente- Xangai!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Outra semana
... dormi com ar ligado e ventilador, o corpo doido, sono intenso e preguiça de levantar. O céu nublado, dia estranho... vontade de partir continua, não sei para onde mas... vou de qualquer jeito. Sensações estranhas, sonolencia intensa, nausea, um pouco de tonteira e uma enorme vontade de voltar para minha cama. Deitar e dormir, muito mesmo e sem parar...Não sei exatamente o que fazer do meu dia, ele fará algo de mim, sempre acontece quando fico a revelia. Ele não perdoa, vai seguindo seu rumo sem pena e sem dó. Os horarios vão sendo cumpridos maquinalmente. Tento abrir mão da minha subjetividade e vou, como peça de maquina, seguindo minha função. Fico coisa no mundo, peça do mundo e nada mais, sou parte dessa segunda feira de novembro, já vespera de natal, de fim de ano e de aniversario. Começo o ano fazendo anos aos 5 dias de janeiro. 56 anos no proximo ano, logo no inicio do ano, mais um ano. Isso não me importa, pouca coisa tem me importado, sigo para mais um ano então! Banal! Mas o dia continua estranho ou serei eu o estranho desse dia? Com certeza, o dia nem sabe de mim, não tenho essa capacidade de transforma-lo em estranho. A nausea insiste, persiste. Enjoo da vida que venho levando, e não sei como transforma-la, assim a nausea não passa, bem sei qual é o remédio dela. Não se compra, se produz na transformação da vida insatisfeita em satisfeita. A nausea só passa assim...vou nessa!
sábado, 7 de novembro de 2009
Trampolim
... que palavra mais engraçada essa! Delicioso mail com a foto do trampolim em 1961. Volta total no tempo, a ressaca que invadiu a praia de Icarai. Meus 7 anos invadia a curiosidade e os dias eram tomar conta do mar, falar do mar, pensar no mar. Dias de sete anos em que não havia ressaca na vida nem eu bebia. A vida também não era Trampolim, pulava do trampolim com todas as recomendações do perigo que significava aquilo. Historias tenebrosas assustavam a todos. Elas aconteciam, era verdade! Algumas exagero das que aconteceram. Lá ia Icarai dos 60 seguindo seus dias bucolicos. Passeios a noite na praia, espectativas de um futuro moderno, a Tv preto e branco e uma enorme esperança na vida. O trampolim ia desabando como aqueles dias. Ia se deteriorando aos poucos paralelo aos acontecimentos que derrubavam a minha tranquilidade. É verdade, a deterioração do trampolim era a deterioração de uma vida. Um dia, anunciam a explosão dele, coincidia com a explosão das nossas vidas, acabava o trampolim, acabava Icarai com todos aqueles sonhos. Esses anos tão cheios de espectativas, desgraçadamente não se consolidaram, ruiram. Explodia o trampolim, explodia a vida esperada. Tempos dificeis começavam. A infancia quebrava frente a acontecimentos inesperados. A ressaca de 61 se dava na vida em 64. Ressaca longa, persistiu por anos o mar revolto, batendo nos sonhos de uma vida, destruindo tudo com sua intensidade. Delicia rever o trampolim, triste rever aqueles anos. Anos de paredes verde agua, de moveis pe palito, de sonhos de um tempo moderno que chegou. Mas chegou pontuado de tantos sofrimentos que lembrar é ressaca na certa, não a de 61 mas a de 64. Chegou arrastando tudo, o mar tempestuoso da vida, comprometeu o futuro. Nada será com antes...lembranças de um bom tempo, lembranças de mau tempo, sempre juntos, grudados, perturbando a felicidade daquele tempo e desses...tempo, tempo, tempo...trampolim das lebranças...
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Calor...
... da Porra! O sol insiste, danado, não desite, tá lá, empavido! Os miolos estão ficando amolecidos, tonteira andando na rua e tudo mais. Nem sei o que será de mim. Vejo cada um tentando definir o calor localizando sempre em algum pais, algum lugar. Camus já contou o crime de Mersault. Acusou o sol como culpado. Dizia ele que o sol da Argelia não é brinquedo não. Mas tambem quem mandou Mersault não chorar no enterro da mãe e ainda se meter em confusão de gigolo? Se fudeu, foi condenado! Melhor não culpar mais o sol de nada! mersault com o sol intenso na cara, saca a arma do bolso do gigolo e dispara uns tiros no inimigo do outro que ele nem tinha nada com a parada. Mas, sob o sol da argelia, diz camus que ele endoidou... mas o sol endoida mesmo. Eu, como sofro com o calor, bem sei disso. Melhor me afastar de armas por que não quero virar mersault por ai. Vou nessa. Mas que o sol está da Argelia, isso lá tá! Indo... Xangai
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Manha é noite
... e o dia amanheceu... lá fora, não dentro de mim... aqui ainda é noite, escura...noite que não acata o dia, insite em ser noite, não quer amanhecer, quer anoitecer, dormir, desistir e morrer...morre o dia la fora dentro de mim, sou noite sem fim, quando manha, nublado. Chuvas caem fora de mim, molham o rosto, lavam os olhos...secam dentro de mim. Sou um dentro e um fora que não se combinam, se atritam...é só! Estou indo...
Certas manhas
... são diferentes de outras. O calor iniste em se manter presente, não desiste. Acordado antes do despertador, espero a hora de sair da cama. O banho, a ponte, o aterro e o pão de açucar, que não é o do café da manha, aguardam impavidos a minha passagem. Passo por eles, não eles por mim. Eles me aguardam? Claro que não, nem sabem da minha existencia, eu sei da deles. Essa mania de auto-referencia é vicio narcisico. A existencia das coisas é uma serie de apariçoes sucessivas apenas. Eu não dou existencia a elas, existem independente de mim, aparecem diante de mim mas existem fora da minha presença. Lá está ele, tem anos, no mesmo lugar com bondinho subindo e descendo. Pra mim, é a curva do pão de açucar, para outros pode ser apenas a curva de botafogo. Questão de nome apenas. As manhas podem ser diferentes, mas eles são sempre iguais, difere meu estado de espirito apenas. Certas manhas são diferentes por conta do meu humor, meu humor diferencia as manhas, afeta os dias, o meu dia e nada mais...Tenho meu proprio dia? Interessante isso, ter um dia! Me aproprio do dia, uso ele como quero e como não quero. Quantos acontecem de modo que não gostaria? Nem dia tenho nesse sentido, ele me tem a revelia do meu desejo. Certas manhas, certos dias... uma vida! Amanheceu mais um dia, banal... simples assim....
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Adeus as Armas
...o corpo cansou, ele desisitu, foram anos de luta. Não era um covarde, foi guerreiro desde muito, mas as forças esmorecem. Um dia tudo se acaba, nele, a vontade de lutar. Nada mais passou a interessar, só o desejo de desertar, entregar as armas sem balas e se retirar da guerra fria. Era batalha antiga, campo minado sinalizando luta sem tréguas, ele insistia. Ganhava num momento o que perdia adiante. Ganhava para perder. Dessa vez desistiu, resolveu se entregar, deixou brotar no rosto o sentimento da perda tantas vezes camuflado. Foi deixando avisos sutis, pedaços aqui e ali. Não se pode dizer que não avisou. Só não percebeu quem não quis, avisados todos estavam. São aqueles avisos so lidos depois do acontecido, aqueles lamentos dos que ficam e se culpam por nada terem feito. Herança cruel é a culpa. Tranquilo, depois passa, todos esquecem, vira historia e lembrança remota. Nem sempre se pode conter quem deseja partir, há que se deixar ir. Certas vontades dos que partem, devem ser respeitadas, afinal, não há nisso nehuma novidade. Apenas mais um que partiu por decisão. Não foi a revelia, foi com vontade e vontade que dá e não passa, atravessa a vida, vai para além dela. Os olhos andavam no além, já havia dito antes, era namoro antigo, coisa de uma vida. Quem um dia ja namorou o além sabe do que se trata. É tentador, saida fácil para quem vai, pra quem fica, só dói no inicio. O projeto está feito, e como projeto, tem inicio meio e fim. A essa altura da vida já se tem alguma experiencia e a impulsividade não domina tanto. Vejamos quando ele parte, sei que parte. O dia? Segredo do projeto....
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Olhar distante
... namorando o além, os olhos distantes, uma sutil despedida se inica, o adeus vem se construindo no olhar, no distanciamento gradativo de tudo e de todos. É no silencio e na quietude que se planeja o fim, essa partida sem bagagens. Vou indo devagar, despercebido, mas vou. É projeto antigo, aguardando a melhor hora. As horas passam e o dia se aproxima, é sem aviso, não sei que dia nem sei que hora, sei que parto...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Finados
onde estão os meus finados? Acho que findaram mesmo, não sei numero de sepultura nem nada, tá tudo acabado, deixei eles lá mesmo, onde - não sei! Eu vejo essa foto e não acho que não seja eu, estarei finado tambem nessa? Pode ser... que dia mais chato esse, estou aqui sem ter o que fazer e com um monte de coisas para fazer sem querer fazer e sentindo que não tenho nada para fazer. Fazer o que? Não sei! Hoje não sei de nada, todo dia até sei, mas hoje, não sei! Cheguei a não me reconhecer na propria foto! Estou finado? Outra vez a mesma pergunta finada. Choveu na vespera do dia de finados, acho que o tempo errou o dia ou ainda chove hoje? To um perguntador, querendo saber de tudo e não sei de nada. Beber os mortos hoje? Creio que não, mas derrepente mudo de ideia, as ideias nesse dia de hoje podem ficar finadas a qualquer instante. Não estou morto, talvez quase finado, findado, fudido nesse dia. Morto vivo, mais vivo do que morto, mais morto do que vivo. Sentimentos difusos trazem essa sensação de morte em vida. Morte do dia de trabalho, espectativas de vida finadas, findas na melancolia do dia. Tem certos dias complicados, os que escapam a alegria e não são de tristeza mas também não são de alegria, estou a procura do meio termo. O caminho do meio, nem oito nem oitenta, uns quarenta e poucos. È, esses lugares devem servir para hoje, não que queira, nem estou podendo querer, os sentimentos mandam - e eu? Refem deles, apenas sinto o que não gostaria, independe do meu desejo, eles invadem e tomam conta. A angustia não pede licença, não bate na porta, se instaura e pronto! Desgraçada, nem adianta gritar, ela não está nem ai pra sua voz. Voluntariosa, independente, chega e vai quando bem entende, faz de todos o que bem quer. Eita existencia banal, desgovernada! Vida que é pura contingencia, Contingencia rima com indigente? Não! Pronto, assim mesmo descobri que sou indigente, gente qualquer, jogado por ai sem rumo nessa vida de rumos incertos que me reduz a indulgencia. Existencia banal, Xangai!
domingo, 1 de novembro de 2009
Festa
... olha que não tenho nenhuma paciencia mais para ir a lugares que não quero, festas que detesto e outras situações. Estou a cada dia mais egoista em relação ao que quero e o que não quero. O tédio imediatamente invade e o sono é o sintoma. Bocejos e vontade de deitar. Não acredito mais que venha ter disponibilidade para o que não tenho vontade. Cada vez mais estou fora desses circuitos que não me dizem nada. Vejamos, acho que vou sair a francesa, creo que será a melhor pedida. Que isso? Pegando gelo do copo dos outros? Que que tem, é mais barato! Porra, roubaram a garrafa de whisky? Colocou dentro da bolsa? que coisa isso? Festa é festa! Acontece isso... garrafas somem...estrelas mudam de lugar... garrafas também... e assim caminha a humanidade. Gente, cade o pirocão? Esquece...indo que ta tudo ficando Xangai....
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