segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Finados
onde estão os meus finados? Acho que findaram mesmo, não sei numero de sepultura nem nada, tá tudo acabado, deixei eles lá mesmo, onde - não sei! Eu vejo essa foto e não acho que não seja eu, estarei finado tambem nessa? Pode ser... que dia mais chato esse, estou aqui sem ter o que fazer e com um monte de coisas para fazer sem querer fazer e sentindo que não tenho nada para fazer. Fazer o que? Não sei! Hoje não sei de nada, todo dia até sei, mas hoje, não sei! Cheguei a não me reconhecer na propria foto! Estou finado? Outra vez a mesma pergunta finada. Choveu na vespera do dia de finados, acho que o tempo errou o dia ou ainda chove hoje? To um perguntador, querendo saber de tudo e não sei de nada. Beber os mortos hoje? Creio que não, mas derrepente mudo de ideia, as ideias nesse dia de hoje podem ficar finadas a qualquer instante. Não estou morto, talvez quase finado, findado, fudido nesse dia. Morto vivo, mais vivo do que morto, mais morto do que vivo. Sentimentos difusos trazem essa sensação de morte em vida. Morte do dia de trabalho, espectativas de vida finadas, findas na melancolia do dia. Tem certos dias complicados, os que escapam a alegria e não são de tristeza mas também não são de alegria, estou a procura do meio termo. O caminho do meio, nem oito nem oitenta, uns quarenta e poucos. È, esses lugares devem servir para hoje, não que queira, nem estou podendo querer, os sentimentos mandam - e eu? Refem deles, apenas sinto o que não gostaria, independe do meu desejo, eles invadem e tomam conta. A angustia não pede licença, não bate na porta, se instaura e pronto! Desgraçada, nem adianta gritar, ela não está nem ai pra sua voz. Voluntariosa, independente, chega e vai quando bem entende, faz de todos o que bem quer. Eita existencia banal, desgovernada! Vida que é pura contingencia, Contingencia rima com indigente? Não! Pronto, assim mesmo descobri que sou indigente, gente qualquer, jogado por ai sem rumo nessa vida de rumos incertos que me reduz a indulgencia. Existencia banal, Xangai!
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