quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Adeus as Armas
...o corpo cansou, ele desisitu, foram anos de luta. Não era um covarde, foi guerreiro desde muito, mas as forças esmorecem. Um dia tudo se acaba, nele, a vontade de lutar. Nada mais passou a interessar, só o desejo de desertar, entregar as armas sem balas e se retirar da guerra fria. Era batalha antiga, campo minado sinalizando luta sem tréguas, ele insistia. Ganhava num momento o que perdia adiante. Ganhava para perder. Dessa vez desistiu, resolveu se entregar, deixou brotar no rosto o sentimento da perda tantas vezes camuflado. Foi deixando avisos sutis, pedaços aqui e ali. Não se pode dizer que não avisou. Só não percebeu quem não quis, avisados todos estavam. São aqueles avisos so lidos depois do acontecido, aqueles lamentos dos que ficam e se culpam por nada terem feito. Herança cruel é a culpa. Tranquilo, depois passa, todos esquecem, vira historia e lembrança remota. Nem sempre se pode conter quem deseja partir, há que se deixar ir. Certas vontades dos que partem, devem ser respeitadas, afinal, não há nisso nehuma novidade. Apenas mais um que partiu por decisão. Não foi a revelia, foi com vontade e vontade que dá e não passa, atravessa a vida, vai para além dela. Os olhos andavam no além, já havia dito antes, era namoro antigo, coisa de uma vida. Quem um dia ja namorou o além sabe do que se trata. É tentador, saida fácil para quem vai, pra quem fica, só dói no inicio. O projeto está feito, e como projeto, tem inicio meio e fim. A essa altura da vida já se tem alguma experiencia e a impulsividade não domina tanto. Vejamos quando ele parte, sei que parte. O dia? Segredo do projeto....
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