sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Noite de sexta

Cauby cantando com Angela na vitrola. Onde anda você? Onde ando eu nessas horas? Não imagino! Estou aqui, em muitos lugares, em todos os lugares  possiveis. A minha presença fisica não determina onde estou, de modo algum. Sou até presença ausente! Fui sem ir a lugares e cerimonias. Lembraram de mim na minha ausencia, então, estive presente!  Eu estou em todos os lugares e estou aqui. Coisa truncada essa, linguagem complicada que sugere mas não diz e diz porque sugere e sugerindo diz.  Fala na intenção,  brinca com ela. Engana a quem quer se enganar, somente a esses, no mais - não engana. Corpo sem orgão, presença imaterial nos lugares do pensamento e da lembrança alheia. É possivel estar  presente em lugares que alguém gostaria que você estivesse mas você nem sabe disso e acaba sendo presença sem se saber presente. Acontece! O desejo da sua presença  furta seu desejo, é desejo alheio, apropriação de nós por alguem. A lembrança do outro é captura de nós  independente do saber e do consentimento nosso. Isso é  como  furtar a existencia do outro em proveitoo proprio. A lembrança pratica uma interpretação do que seja o outro, molda-o ao proprio desejo de que ele exista a seu  modo. Sua singularidade desafia compreender ou rejeitar o que não é idêntico. Narciso acha feio aquilo que não é espelho,  ou se afoga nele de tanto buscar  identidade fora de si. Conviver com o diferente, o que escapa a igualdade e instaura a existência  como  diferença. Onde andam as almas gemeas, aquelas duazinhas iguais que todos procuram? Onde anda você? Quem sabe disso? Ninguem sabe onde anda ninguem,  porque ninguem esta fisicamente num lugar sem no entanto poder estar em outros. Cauby continua perguntando a Angela, mas essa resposta ai é complicada. Deixa pra lá! Xangai

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Receita de viagem

... pelo interior da mente, sem passagem, sem passaporte, sem avião, sem trem,  sem nenhum meio de locomoção. São territorios subjetivos, impalpaveis. São imagens,   lugares idos,  viagem sem bagagem com destino ao  mundo.  De que mundo eu falo? Do vivido, do desejado,  do acontecido e do futuro mental  que nem sei se vai acontecer.  Sim, existe um futuro mental, especie de um tempo de verbo ainda não catalogado  na gramatica,   existente em ação.  Transporte rápido, desligamento tranquilo, refugio agradável dos momentos terriveis. É ação livre,  fantasia solta ao sabor do do desejo. Tudo pode ser imaginado, transformado, adequado. Não ha frustração,  so possiveis. Fantasia, esse  territorio da satisfação  do desejo,  diferente do sonho que nem sempre realiza. Esse, é ato consciente, voluntario, dominado e sem intermediarios. È o  desejo e ponto final. Venho correndo atras desse ponto final tem tempo, quero acabar, finalizar, mas tá complicado realizar. Continuo então, fazer o que, é condenação. Quanto mais enrolado melhor esse texto, mais cifrado, mais codificado.  Fica sendo só meu, é para mim  e mais niguem. Vou em frente que a coisa tá feia e a vigem se faz urgente, é saida mais rápida nessas horas. O bilhete são os olhos fechados, a posição melhor é deitado e o lugar é a cama. Em caso de ser dia, é necessario ter cortinas para regular a claridade,  fica mais confortavel. Estando no verão, convem ligar o ar, é mais  adequado e a viagem esta  garantida. Satisfeitas  essas  condições basicas, boa viagem! Lá vou eu ...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ainda

... que essa foto demonstre um sorriso, não é de verdade, é pose pra foto, é mascara de felicidade. Po trás? Ah! oculta sofreimento que precisa de mascara, pode assustar a quem não sabe. Vou nessa! não quero assustar ninguem, já chega o que só eu vejo no espelho da vida... 

Manha de terça feira

.. . noite dormida, mal dormida,  acordei com devido pedido de desculpas. Assim está melhor, menos mal, apenas menos. A musica continua pedindo casa propria. Alma sem casa, corpo sem sepultura! Sentimentos verdadeiros  a respeito da historia de uma vida. Que historia é essa? Uma historia de  sofrimento que não termina mais? Tudo passa, isso não? Como parar essa roda que gira em torno do mesmo sofrer? Massacra o espirito  já sem  lugar disponivel para sofrer.  Nã há mais espaço,  ja chegou nas franjas poidas da vida.  Quer mais? Leva tudo de uma vez, toma, é tua, ja se apropriou mesmo! E a dor está lá, de plantão! Nem me escuta!  Não tem trégua, e febre branda queimando devagar. Eterno ponto de retorno, nunca é ponto final?  Só dentro do paletó de madeira? Ele quem dizia isso, faria anos ontem, ja morreu!  Precisa cremar mesmo, torrar e virar cinzas, só assim creio que acaba! Mas ela é caprichosa, é só na hora que ela quer, nã respeita o desejo do outro, o seu quem manda.  Travessia dolorosa anseia por fim, quer acabar...ela ainda não...insiste, persiste em exitir,  cosumir o que ainda resta. Roi até o fim, assim ela  gosta de terminar.   Maldita  dor que  consome... vai,  toma os restos abutre desgraçada, se farta nesse banquete podre, mas não te dou o corpo para os vermes finais. Me vingo, queimo o cadaver que voce não haverá de devorar...


anseia por fim. E por que não?  Carregar

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fim de tarde

...hora de acabar o trabalho, e não tenho para onde ir. Tem lá um lugar, mas... não é la!  Onde é também não há, não há lugar, estou sem lugar. Sonhos desfeitos? Muitos! Resenha  terrivel de uma vida perdida. No que se transformou os que concebi? Resposta que não ouso dar,  nem a mim nem a niguem. Doi o corpo, doi alma, é fisgada aguda queimando o que resta.   A resposta lateja, insiste em ter voz,  mas não quero ouvir. Não quero acreditar no que se transformou o que um dia pensei ser meu, tão meu! Pena, vai acabando devagar o que nunca pensei tivesse fim. Surpresa maldita,  impensavel!  Realidades cruas que odeio...não amo as mentiras,  mas certas verdades, convenhamos são dispensáveis...

Decepção

... profunda é a  que sinto nesse momento. Literalmente não tenho para onde ir,  os meus unicos me abandonaram. Por esse golpe eu não esperava.  Confesso aqui, esse foi certeiro, me atingiu fundo. A experiencia  é dolorosa, terei que me roconstruir sozinho como no meu intimo sempre me senti. Agora é verdade. Receber um boa sorte? Verei como tudo isso ficará ao longo dos dias...o que farei de mim e o que realmente vai sobrar disso tudo...triste sentir que não valho nada...

sábado, 24 de outubro de 2009

Dia e Noite

... me meti no carro e atravessei a ponte, rapidamente estava lá como de costume. As mesmas barracas e o que comprar?  Vista geral com toda a calma, observei tudo que podia e não podia. Comprar o que?  Nesse momento de egoismo, coisa nova, penso em mim e nada mais.  Antes só  do que mal acompanhado, melhor, bem acomanhado de mim mesmo. Solidão não me mete medo, já passei natal sozinho, aniversario e outras datas. Não me importo! Andei, olhei e me deparei com o tapetinho. Já tenho um nos pés do divã mas esse é de outra cor e o interesse pintou. O celular tocou, era paciente, atendi namorando o paquistanes pendurado na barraca. Finda a ligação. veio  a consulta. O preço foi dado  com  autorização de poder ofertar um valor menor. Não pestanejei, mandei a oferta aceita na hora. Em segundos o vendedor enrola o paquistanes, saco a carteira e negocio fechado.  Saio com o tapete enrolado debaixo do braço.  Onde colocar?  No meu quarto é a resposta. Já está lá,   do lado que durmo,  levanto e  piso nele.  Penso em copos e vou olhando, nada me atrai, quero uns jeitosos, coisa de quem bebe e sabe, nada de copos de salto alto, quebram facil e não me atraem. Segue a feira, vem a cerveja, conversa com um, conversa com outro e lá vai a manha na Praça 15. Dia bonito, nem tanto dentro de mim. Sol lá fora, nublado dentro, to de rayban e tudo fica meio que esverdeado. Sigo adiante, a feria ta feita, é hora de almoço. Decido almoçar ali mesmo na praça 15. Restaurante a quilo, como cupim e bebo cerveja, almoço sozinho e tranquilo. Pago a conta e saio. Nã entrego comando em lugar nenhum. Na saida sou cobrado, respondo que meu  dever é pagar e não entregar, não sou entregador de comandas de restaurante. Penso sempre em cobrar pra isso, ninguem entende mas digo isso. Pego carro, ponte, niteroi engarrafado mudo o rumo, venho pela orla mas não adianta.  Transito intenso me chateia, é aquilo de primeira e segunda doendo a perna. Chego em casa e o sono é certo, ar ligado e sono solto. Mas o relogio esta atrasando, não vivo sem ele. Levanto e troco ele. Agora é noite e estou aqui, sozinho como na manha. Que destino? É destino, hora certa e ponto final.

Relogio

... acordei as 5 como de costume e me dei conta que não tem trabalho, só o mental é claro, esse não para nunca, é sem feriado e dia santo, cheio de horas extras que não tenho de quem cobrar. Café preto e cigarro iniciam o dia, logo após vem o banho e ja estou pronto para esse imprevisivel dia da minha vida. Me aprontei para o inesperado, não sei que fim darei a esse dia. Sei apenas que ele vai acabar. Como acabarei com ele, não sei. O relogio novo, esta atrasando, relogio que atrasa, não adianta. Essa é antiga e obvia. Mas quando penso em relogio que atrasa, vem esse pensamento. Falando em relogio, estou fazendo hora para trocar a bateria dele. É novo mas ta ruin, nem tudo que é novo esta bom como nem tudo que é velho esta bem tambem. Eu por exemplo, estou velho e mais ou menos bem. Escrever também faz parte desse inicio de dia, incertezas são postadas como um modo de deabafar. Dizem que o cachorro esta com saudades de mim, é capaz que seja verdade, ela porrem, não esta. Saber quem é ela é uma advinhação. Uma dica: é pequena e de cabelos cor maravilha. Tanta dedicação e tanta decepção são opostos que não combinam. Dedicação deveria combinar com afeiçao, aproximação... mas nesse caso, não sei o que esta acontecendo. Tem uns 15 dias que não escuto a voz. Afastamento é o que aconteceu. Familia desfeita pontua esse presente. Estou na reserva e não sou militar, exilado temporariamente da familia, auto excluido e excluido. Novos tempos, tempos nojentos. O telefone continua mudo no silencio de quem espero. A fome interrompe o ritimo de escrever, é parar e comer, saciar o estomago e voltar com folego. Vejamos o que acontece depois do café da manha desse sabado imprevisivel. Volto. Voltei, e voltei pior. O radio do vizinho, so de ironia, fazia enquete sobre perdão e traição. Tocou na ferida, tirou a casquinha e os olhos sentiram a dor em lagrima. O peito apertou e o pensamento foi lá onde não devia. Esta lá naquele dia o desfecho desses dias. Melhor parar por aqui. O cigarro fuma no cinzeiro ao lado, indiferente ao que sinto, trago ele, ele me traga, tudo me traga nesse momento. Sou engolido pelas lembranças que desobedecem aos meus desejos. É de angustia esses escritos, tristeza nas palavras não combinam com o sol lá fora, vou pra rua trocar a bateria do relogio. Até ele insiste em ficar no passado atrasando a hora. Vou nessa....

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Noite

... de Icarai, das janelas acesas, das luzes das tvs, dos sofas cheios das gentes vendo novela. Odeio esse barulho da tv, da solidão que me encontro e da qual não quero abrir mão. Não negocio isso com ningém nem com nada. Não quero desembarcar dela. Não odeio a mim mesmo, sou de bom convivio com meus pensamentos. Certos acontecimentos repetidos acabam forçando decisões, pontuações e finalizações. Decido agora minha rota e trajetoria, traço meu projeto e transformo minhas relações nessse estado. Sou silencio, apenas letras dizem meus pensamentos nesse blog desconhecido, confessionario dos meus estados de alma. Alma perdida, penada e abandonada pelas consequencias de atos que não tomei. Poucos sabem ao que me refiro, esta em codigo, esta camuflado, é para poucos. Os dias passam e o telefone não toca, tudo é silencio e nesse silencio se constroi um novo ato de vida, novas direções nas minhas relações . Ja tinha avisado, são tempos novos, é sem retorno, não repito velhos atos, repito diferenças. Voltei tantas vezes ao mesmo modo que me tornei coisa, sempre igual. Virei objeto e me apaixonei por eles, nessa paixão me transformei em coisa. Fui coisa, objeto, utencilio com função. Agora não quero mais. Quantas noites passei nesse Icarai imaginando meus futuros dias? não sei responder, nessa melancolia ja sofri, ja bebi e ja fumei. Hoje? Outra noite de solidão, das noites de Icarai.

O que vai ser

... de mim? Eita pergunta complicada, resposta imprevisivel! Que fim dar aos dias da minha vida? São perguntas e perguntas que se multiplicam, muitas perguntas poucas respostas. O que sera da minha vida daqui a uns anos, como estarei, o que estarei fazendo e onde morando? que misterio e esse chamado futuro? Hoje tá complicado. Fazer o que frente a espectativas da vida? Sem resposta! a resposta é o silencio que atravessa a madrugada. Atravessa a madrugada mas não a minha vida. Eita tarde complicada;

Sexta Feira...

... de sonolencia, tarde estranha e relógio novo. A tela branca me convida a escrever. Dei olhada no twitter e Serguei lembrando das surubas de 40 anos atras. Lembrei de Icarai dos meus tempos e tudo ficou nostalgia. Não tenho surubas para lembrar, apenas infancia. Olhei da janela o mar de Icarai e percebo que sou parte desse bairro, é sempre igual. Ver Icarai do mar é outra visão. Não vejo agora do mar e sim da janela, vejo o mesmo mar, as mesmas ruas, outras pessoas. Mudou as pessoas, não o mar. Eu mudei, não ele. A paisagem é a mesma com algumas alterações, eu no espelhos constato que também fui modificado pelo tempo. Mas e o mar? Mar é mar, agua salgada e ondas não são as mesmas, ondas se repetem mas não as mesmas. O que repete em mim são ondas do passado, batidas pelo tempo, dos tempos de Icarai. Tempos de paz, do lotação canto do Rio, onde se entrava pela frente e quando faziamos sinal o motorista mostrava com o dedo quantos lugares vazios. Não se viajava de pé! Era azul e branco lembrando o mar. lotação é palavra antiga. Novas são as grades dos predios, não havia grade em predio algum fechando as portarias nem porteiros supostamente garantindo a segurança. Era chave na mão e tranquilidade de entrar e sair. O direito de ir e vir era garantido não pelo estado mas pela tranquilidade de uma época. Tempos de paz em Icarai, pequenas lembranças de um tempo que não volta mais.

Odeio voce!

... que me responde a uma pergunta que nao fiz! Quem já não fez uma pergunta a alguém e recebeu resposta de outra pergunta que voce não fez? Odeio isso, perguntar uma coisa e ser respondido com outra. Que mania é essa? Um modo de não dar a resposta que voce precisa para não confirmar o que voce quer? Uma defesa doida essa, dissimulação? Não sei, hoje não estou lá para muita paciencia não. Porra, quanto não numa frase só. Estou negativo hoje. A pergunta: que horas vai ser o exame dela? A resposta: ela precisa tomar 3 copos de contraste. Meu comentario pergunta: eu por acaso perguntei a senhora quantos copos de contraste ela tem que tomar? Eu quero saber que horas ela vai fazer o exame. A atendente responde: eu não sei que horas ela vai fazer o exame! Então eu contra ataco: então essa é a resposta! Ela me olha como quem não está entendendo nada. Talvez nunca tenha se dado conta disso na vida. Vem respondendo a perguntas que não recebeu. Tipo voce não esta entendendo nada do que eu digo. Quanta gente passa pela vida sem saber metade do que eu sei? Besta? Não, bem informado, diferente, singular, chato e tudo mais que puderem acrescentar. Sou o chato de plantão as vezes. Que merda isso de ter consciencia da linguagem, do sentido do pensamento, das intenções ocultas nas palavras e a dissimulação dos olhares. Saber esse pouco sobre o o humano enche o saco em determinados momentos e me deixa impaciente com os menos favorecidos intelecualmente... Xangai! vou nessa

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Na manha seguinte...

... acordei junto com o despertador, ontem foi a pré estréia do texto que supostamente adaptei. Supostamente uma vez que tantos foram os palpites que o texto virou aquela colcha de retalhos. Não gosto dele nem do assunto. Chato! Salva a montagem e o cenário, uma bonita ambientação do amigo. Mas atores e texto? Melhor não responder, acabo de lembrar que ando silencio nesses ultimos tempos. Já falei demais e a minha voz cansou, me aborreci e nada mudou. Talvez sem voz venha ação, cão que ladra não morde e ando precisando morder, virar cão e comer ração. Nem tanto , mas serve o trocadilho, até porque não sou homem de comer ração. Acordei com sono, mas estou aqui como sempre estive e pretendo continuar. Ontem, na saida do CCBB, desci no elevador com shirley valentine, magrinha, bonitinha com seu terninho vermelho e sua voz rouca. Estava meio que perdida em busca de um taxi. Ela é a nossa shirley brasileira, passou a ser. Nos olhamos e ela me reconheceu lá de dentro do espetáculo. Cavalheiro e fã me apresentei e perguntei para onde ia - leblon! Eu - quer uma carona? Ela - ah quero, onde está seu carro? Eu - aqui, é esse. Ela - Já to entrando. Eu - vamos então. Partimos, eu sugeri irmos pelo rebouças, ela me perguntou se poderiamos ir pela orla que é mais interessante. Sem pestanejar aceitei. Ela me sugeriu uma bainada no transito, uma ré em plena presidente vargas. Não aceitei, disse que não poderiamos correr risco de acidente, ela riu e concordou. Contornei a Candelaria, em isntantes estavamos no aterro na maior conversa fiada. Shirley é falante, contou casos sem parar. Em instantes estavamos no Leblon, na porta do predio dela. Agradeceu a carona, beijinhos e um até qualquer hora. Achei graça da situação, não imaginava que ontem faria outra estreia. Shirley estreava no meu gol a sua presença falante. Cheguei em casa, deitei lembrando das historias e as 5 da manha estava de pé para mais uma quarta feira de outra estreia, as 20h no CCBB. E assim caminha a humanidade....chupando laranja azul

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Madrugada Acidentada

... eram 4 horas da manha, o barulho dos vidros estilhaçados invade o quarto a cama e o sono. Levanto rápido e chego a janela no mesmo instante que os vizinhos do predio em frente. Luzes pipocam em todos os andares. No cruzamento da esquina é silencio imediatamente interrompido por vozes aflitas. Mais um acidentado da madrugada lamenta o ocorrido. É quase hora de levantar para trabalhar, volto a cama, não há novidade no ocorrido. Espero o despertador que toca em seguida. É hora! Levanto com o pé direito, como sempre, para mais uma semana da minha vida. Banho, troca de roupa e outra olhada na janela. O acidente está armado com todos os ingredientes necessarios. Sirenes, luzes, curiosos e policia. Tomo café da manha na janela e já desconfio que o cruzamento acidentado vai me obrigar a mudar o percurso. Saindo da garagem o porteiro me da todos os detalhes do ocorrido. Caminhão em velocidade ja tinha batido em outro carro na praia, entrou nessa rua e bateu em outro no cruzamento. O motorista do carro foi salvo pelo air bag e o motorista do caminhão fugiu. Isso é tudo! Cruzamento interrompido, dou a volta ao quarteirão, ao entrar na praia me deparo com a primeira vitima do caminhão nessa madrugada de segunda feira de horário de verão. São 6:50 da manha e o meu dia começou. O ocorrido me deixa mais cauteloso ainda que de costume. Sigo por outras ruas, o acidente interfere no meu sono e na minha rotina, sou vitima dele de algum modo. O caminhão também se chocou no meu inicio de dia sem consequencias maiores. Tento sair dessa situação pensando na curva do aterro que me joga em frente ao Pão de Açucar, bem como as arvvores que todos os dias vou conferindo para ver se continuam no mesmo lugar. Vou admirando a beleza delas junto ao dia que vai amanhecendo. Atravesso esse pulmão de oxigenio expelindo fumaça toxica do meu Hollywood vermelho. Sim, vou fumando pelo aterro a fora e tomando conta das janelas dos predios que vão acedendo e anunciando que seu moradores acordaram também. Estou descançado, bem dormido, muito dormido, dormi todo o fim de semana praticamente. Fui ao enterro do namorado da amiga e achei sugestivo ir ao cemiterio justamente num momento da minha vida que quero matar alguns modos de viver. Creio que fui a outro enterro, não ao dele, mas ao dos meus velhos habitos. Deixei todos lá, desenterrados mesmo, mas lá! Esperamos sair o corpo e ficamos parados. Assistimos ao cortejo imoveis, esperamos todos aderirem. Tinhamos um plano, vazar do enterro, ir sem ir, estar la sem participar de tudo. Entramos no carro, em segundos estavamos nas estrada e tudo estava morto atras de nós. .

domingo, 18 de outubro de 2009

Essa manha!

... complicada manha de domingo, sentimentos difusos, vontade de não fazer nada. Fui ao mercado e o suco de laranja estava lá na prateleira esperando por mim. O suco me esperava? Como é isso? Comprei os dois ultimos e vazei. Fui e voltei num pé só. A rua me assustou, não estou externo, estou interno e rua é problema nessas horas. O teclado me acolhe como ninguem. Volto a ele como o unico capaz de me aguentar. Ele aguenta, não sabe de si nem mim. O que os objetos podem saber de nós? A resposta é bovia: nada! Pessoas sabem e são perigosas, tem desejos em relação a nós que nem sempre conferem com os nossos. Fazer o que? Tudo pode ser feito: ceder a eles, abrir mão dos nossos... tem muito mais é claro, mas não quero enumerar, corro o risco de esquecer outros e nesse caso saio fora desse assunto. Não consigo, esse assunto me persegue, eu persigo ele e assim corremos um do outro. Texto truncado, linguagem em codigo sinalizando que preciso falar mas não quero escancarar. O telefone tocou cedo, foi aviso de morte, morreu o namorado da amiga, viuva duas vezes e recebo convite para o enterro. Não previa nem imaginava cemiterio hoje, mas... la vou eu. Vou mesmo? Disse que ia mas não sei mais. Na hora vou, depois poderei não ir. Vou onde quero. Estou assim sem saber de mim. Sei que amanha é segunda e o despertador me acorda as 5 da manha. Pra lá eu vou com todo prazer, por incrivel que pareça, vou e chego cedo de boa vontade. A vida alheia passa a ser um refugio delicioso para eu me ocupar. Escuto com atenção e digo o que entendo de volta, afinal é para isso que sou pago. Não fujo a luta até porque isso não é luta é trabalho e trabalho não me cheira a luta. Mas ele não toca, não me liga os que eu gostaria. Vejamos quanto tempo dura o silencio de ambos os lados. O que quer dizer isso? Qual será a minha condenação, do que estou sendo acusado? De silencio? Pelo meu silencio que não é dos inocentes e nem dos culpados. Estou sendo julgado por nada? Tudo é possivel. Vontade de ligar não tenho, quero nao existir nessa hora, pelo menos por hoje. Deixo o meu destino entregue a outras mentes, elas que decidam o que eu poderei ou não aceitar. Revel? Não, mas tambem não explicarei nada e de nada me defenderei. Hoje sou aquela presença ausente nos outros e em mim. O sol saiu somente la fora, aqui dentro esta nublado e ameça tempestade. Como não tenho medo de trovão nem de raios, pode vir numa boa. É mais uma na minha vida de tornados. As grades da janela aprisionam minha visão do mar que esta tranquilo, até limpo eu diria. É verdade, o dia está bonito! Melhor me contagiar com ele e sair desse teclado. Quem sabe um veneno que me traga alegria? Só veneno mesmo pode trazer esse de sentimento hoje. Bom, pode matar também, melhor não? Sim, melhor não! Desisto do veneno, por hora apenas, nada garante que não vá resistir ao longo do dia. Mas que dia esse! Quantos assim já vivi? Resposta sem numeros! Indo...

Horário de verão...

... já estou acordado nesse domingo, é cedo eu sei, mas fazer o que? Não há mais sono, tenho que acordar embora tenha tentado dormir mais. Não sou insone, é que ja dormi o suficiente, não o tanto para quem desejava desaparecer, porem o sono esta esgotado e isso é fato! Encarar o domingo é quase que um sentença para cumprir. Simplesmente não sei o que fazer dele nesse exato momento. Se estabeleceu esse desafio! O domingo nesse momento é um desafio! Nunca pensei que ocupar um dia seria problema com tantas opções que a cidade oferece. Mas estou aberto a essas ofertas? Não creio. A que ofertas estou disponivel? Interessante isso, complicado responder. A questão não se resume a quantidade de ofertas e sim a disponibilidade interna para fazer alguma coisa. Nada fazer, não é possivel! Nada é nada! Não estou disponivel para porra nenhuma. Deixarei pintar um desejo, uma vontade, por mais banal que seja. Tomar um banho pode ser um inicio, despertar o corpo, lavar alma. Vejamos o que se passa apos esse banho do primeiro domingo do horario de verão. Lá vou eu buscar na agua que escorre pelo corpo algum alivio. Na ida ao banheiro aconteceu um desvio de rota, passei na cozinha e bebi cafe que puxou cigarro e olhada na janela para conferir o domingo. É, ta nublado, meio fosco como eu. Estamos combinando pelo menos quanto a cor. O cigarro fuma no cinzeiro e os dedos viciados tiram frases do teclado. O texto segue crescendo a revelia do que fazer e vai fazendo do domingo dia de escrever. Teclado, esse confessionario das minhas angustias! So agora dou uma tragada no cigarro fumante. É verdade, não tinha notado que o cigarro é fumante autonomo impulsionado pelas listras de polvora do papel dele. Vitima da polvora e nem explode, melho, explode de quando em quando e vai acabando. Ainda bem que fuma sozinho e economiza meu pulmão. Olho para ele, esta quase no filtro, fumei ele em tres tragadas, enquanto isso, traguei teclas que viraram palavras. Inutil, ainda não sei o que fazer desse domingo e o banho não aconteceu. Decididamente vou agora para o chuveiro. O cigarro já esta fumando o filtro e o banho será derradeiro. Lá vou eu, creio que volto. E voltei! Inevitavel uma olhada na janela para conferir o mar e o dia. O mar está tranquilo, o sol timido e a areia branca. O corpo tá lavado, mas alma... ta complicada a coisa. Continuo no teclado, é compulsão mesmo, é tesão na ponta dos dedos. O telefone não toca, eles estão de jogo duro nessa queda de braço. Mas estou forte e aguento o tranco apesar de tudo. Fazendo algo ou não, o domingo passará de qualquer modo, ele independe do fim que damos a ele, tem autonomia. Estou aqui excluido por eles, incluido a mim mesmo, recomposto. Quero ver a virada da maré, mas que malandro sou eu? Não sei responder a essa! Não sou malandro! Será que eu vou querer atender? Será que vão gostar? Quem viver verá! E as horas continuam de segundo em segundo e passam como passa o passarinho, passa noite passa o dia mesmo dia derradeiro. Vai, domingo, sai de mim, vai impregnar outro que de voce estou cheio, vc é dia como todo dia, e como dia tem nome, voce tem nome de domingo. Fui, desembarquei de voce de uma vez por todas. Santo banho que lavou o corpo e de quebar a alma.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Não mais...

... derrepente ficou tudo estragado. Desmoronou o que já vinha ruido de ambos os lados. Tudo era frágil e não interessava mais. Vivia de empurrar a vida ladeira abaixo no meu carrinho de rolimã levando a vida. Que vida? Resposta horrrosa me vem! Isso lá é vida camarada? Essa ausencia de si em lá, sempre fora, nos sons alheios. Onde anda a minha musica que nunca ouvi? Aprendiz das minhas ausencias, viciado em não existir tenho castigo merecido. Caiu sobre mim a lamina fria de corte preciso e sem arestas. Não tem mais rebarbas é cicatriz fina, quase invisivel. A cirurgia foi feita a revelia de mim? Não, eu sabia que estava indo para a sala de cirurgia da vida, lá no meu intimo não concordava. Infantil, fui conferir se doia sem anestesia. Doeu, como doi amputar as sobras alheias na minha existencia. E como pesava carregar elas vida a fora. Acostumei ao peso do desejo alheio. Quanto ao meu, ilustre desconhecido. Por que toda crise é boa? Revela as almas em torno, as reações. Filho da puta por viver gozando na satisfação do desejo alheio abrindo mão do meu. Neurotico desgraçado me confesso ao espelho que reflete a minha culpa e a de mais ninguem. Sim, sou eu o autor da minha própria tragédia até porque toda vida é tragica e não escapo. Adie, brinquei com o que era meu, experiementeir não optar e fui excluido nesse movimento. Atravessar esse oceano tem sido complicado. Algumas tempestades me alcançaram em alto mar e o barco fragil suportou como pode o mar revolto. Fui barco a deriva, agora não mais. Já tenho carta de navegação e leme na mão. Fica claro então o meu fascinio pelo mar, namoro antigo por essas aguas inquietas em eterna movimentação. Novos tempos...velhos tempos, atualizações de desejos antigos, adormecidos nas supostas calmarias da vida....novos tempos...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Novos Tempos

Agora eu sou silencio.
É comigo mesmo, sem culpados.
Não vai sobrar nada de mim.
Nenhuma parte para ninguem.
Tudo agora é meu.
Todos os meus pedaços estão juntos.
Novos tempos.
O meu tempo.
Transformação louca.
Despedida de tempo de perda de tempo.
As voltas com o tempo.
Nada digo a ninguem, posto que sou silencio.
Não há voz.
Só pensamento.
É na angustia de ser repartido que me torno inteiro.
Nem uma nem outra.
Eu.
Somente eu.
O todo que se dividia vira unidade.
Nem uma nem outra ganha essa disputa.
Ganho eu.
O unico vencedor.
Nada agora, vale mais que eu.
Nunca vali tanto.
Acho graça nessa desgraça.
A disputa que fui objeto.
Aguento firme.
Espero o desfecho na voz de outros.
Continuo silencio.
Necessito não ter voz.
Não há retorno a velhos tempos.
Agora, é sem repetição.
Novos tempos...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ele vai levando o obito dela no bolso, ela está morta dentro do bolso dele oficalmente. Ela entregou a morte dela a ele! ele leva para ond n'ao sei, so sei que leva....