sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Noite

... de Icarai, das janelas acesas, das luzes das tvs, dos sofas cheios das gentes vendo novela. Odeio esse barulho da tv, da solidão que me encontro e da qual não quero abrir mão. Não negocio isso com ningém nem com nada. Não quero desembarcar dela. Não odeio a mim mesmo, sou de bom convivio com meus pensamentos. Certos acontecimentos repetidos acabam forçando decisões, pontuações e finalizações. Decido agora minha rota e trajetoria, traço meu projeto e transformo minhas relações nessse estado. Sou silencio, apenas letras dizem meus pensamentos nesse blog desconhecido, confessionario dos meus estados de alma. Alma perdida, penada e abandonada pelas consequencias de atos que não tomei. Poucos sabem ao que me refiro, esta em codigo, esta camuflado, é para poucos. Os dias passam e o telefone não toca, tudo é silencio e nesse silencio se constroi um novo ato de vida, novas direções nas minhas relações . Ja tinha avisado, são tempos novos, é sem retorno, não repito velhos atos, repito diferenças. Voltei tantas vezes ao mesmo modo que me tornei coisa, sempre igual. Virei objeto e me apaixonei por eles, nessa paixão me transformei em coisa. Fui coisa, objeto, utencilio com função. Agora não quero mais. Quantas noites passei nesse Icarai imaginando meus futuros dias? não sei responder, nessa melancolia ja sofri, ja bebi e ja fumei. Hoje? Outra noite de solidão, das noites de Icarai.

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