segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Madrugada Acidentada
... eram 4 horas da manha, o barulho dos vidros estilhaçados invade o quarto a cama e o sono. Levanto rápido e chego a janela no mesmo instante que os vizinhos do predio em frente. Luzes pipocam em todos os andares. No cruzamento da esquina é silencio imediatamente interrompido por vozes aflitas. Mais um acidentado da madrugada lamenta o ocorrido. É quase hora de levantar para trabalhar, volto a cama, não há novidade no ocorrido. Espero o despertador que toca em seguida. É hora! Levanto com o pé direito, como sempre, para mais uma semana da minha vida. Banho, troca de roupa e outra olhada na janela. O acidente está armado com todos os ingredientes necessarios. Sirenes, luzes, curiosos e policia. Tomo café da manha na janela e já desconfio que o cruzamento acidentado vai me obrigar a mudar o percurso. Saindo da garagem o porteiro me da todos os detalhes do ocorrido. Caminhão em velocidade ja tinha batido em outro carro na praia, entrou nessa rua e bateu em outro no cruzamento. O motorista do carro foi salvo pelo air bag e o motorista do caminhão fugiu. Isso é tudo! Cruzamento interrompido, dou a volta ao quarteirão, ao entrar na praia me deparo com a primeira vitima do caminhão nessa madrugada de segunda feira de horário de verão. São 6:50 da manha e o meu dia começou. O ocorrido me deixa mais cauteloso ainda que de costume. Sigo por outras ruas, o acidente interfere no meu sono e na minha rotina, sou vitima dele de algum modo. O caminhão também se chocou no meu inicio de dia sem consequencias maiores. Tento sair dessa situação pensando na curva do aterro que me joga em frente ao Pão de Açucar, bem como as arvvores que todos os dias vou conferindo para ver se continuam no mesmo lugar. Vou admirando a beleza delas junto ao dia que vai amanhecendo. Atravesso esse pulmão de oxigenio expelindo fumaça toxica do meu Hollywood vermelho. Sim, vou fumando pelo aterro a fora e tomando conta das janelas dos predios que vão acedendo e anunciando que seu moradores acordaram também. Estou descançado, bem dormido, muito dormido, dormi todo o fim de semana praticamente. Fui ao enterro do namorado da amiga e achei sugestivo ir ao cemiterio justamente num momento da minha vida que quero matar alguns modos de viver. Creio que fui a outro enterro, não ao dele, mas ao dos meus velhos habitos. Deixei todos lá, desenterrados mesmo, mas lá! Esperamos sair o corpo e ficamos parados. Assistimos ao cortejo imoveis, esperamos todos aderirem. Tinhamos um plano, vazar do enterro, ir sem ir, estar la sem participar de tudo. Entramos no carro, em segundos estavamos nas estrada e tudo estava morto atras de nós. .
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