sábado, 24 de outubro de 2009

Relogio

... acordei as 5 como de costume e me dei conta que não tem trabalho, só o mental é claro, esse não para nunca, é sem feriado e dia santo, cheio de horas extras que não tenho de quem cobrar. Café preto e cigarro iniciam o dia, logo após vem o banho e ja estou pronto para esse imprevisivel dia da minha vida. Me aprontei para o inesperado, não sei que fim darei a esse dia. Sei apenas que ele vai acabar. Como acabarei com ele, não sei. O relogio novo, esta atrasando, relogio que atrasa, não adianta. Essa é antiga e obvia. Mas quando penso em relogio que atrasa, vem esse pensamento. Falando em relogio, estou fazendo hora para trocar a bateria dele. É novo mas ta ruin, nem tudo que é novo esta bom como nem tudo que é velho esta bem tambem. Eu por exemplo, estou velho e mais ou menos bem. Escrever também faz parte desse inicio de dia, incertezas são postadas como um modo de deabafar. Dizem que o cachorro esta com saudades de mim, é capaz que seja verdade, ela porrem, não esta. Saber quem é ela é uma advinhação. Uma dica: é pequena e de cabelos cor maravilha. Tanta dedicação e tanta decepção são opostos que não combinam. Dedicação deveria combinar com afeiçao, aproximação... mas nesse caso, não sei o que esta acontecendo. Tem uns 15 dias que não escuto a voz. Afastamento é o que aconteceu. Familia desfeita pontua esse presente. Estou na reserva e não sou militar, exilado temporariamente da familia, auto excluido e excluido. Novos tempos, tempos nojentos. O telefone continua mudo no silencio de quem espero. A fome interrompe o ritimo de escrever, é parar e comer, saciar o estomago e voltar com folego. Vejamos o que acontece depois do café da manha desse sabado imprevisivel. Volto. Voltei, e voltei pior. O radio do vizinho, so de ironia, fazia enquete sobre perdão e traição. Tocou na ferida, tirou a casquinha e os olhos sentiram a dor em lagrima. O peito apertou e o pensamento foi lá onde não devia. Esta lá naquele dia o desfecho desses dias. Melhor parar por aqui. O cigarro fuma no cinzeiro ao lado, indiferente ao que sinto, trago ele, ele me traga, tudo me traga nesse momento. Sou engolido pelas lembranças que desobedecem aos meus desejos. É de angustia esses escritos, tristeza nas palavras não combinam com o sol lá fora, vou pra rua trocar a bateria do relogio. Até ele insiste em ficar no passado atrasando a hora. Vou nessa....

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