domingo, 18 de outubro de 2009

Horário de verão...

... já estou acordado nesse domingo, é cedo eu sei, mas fazer o que? Não há mais sono, tenho que acordar embora tenha tentado dormir mais. Não sou insone, é que ja dormi o suficiente, não o tanto para quem desejava desaparecer, porem o sono esta esgotado e isso é fato! Encarar o domingo é quase que um sentença para cumprir. Simplesmente não sei o que fazer dele nesse exato momento. Se estabeleceu esse desafio! O domingo nesse momento é um desafio! Nunca pensei que ocupar um dia seria problema com tantas opções que a cidade oferece. Mas estou aberto a essas ofertas? Não creio. A que ofertas estou disponivel? Interessante isso, complicado responder. A questão não se resume a quantidade de ofertas e sim a disponibilidade interna para fazer alguma coisa. Nada fazer, não é possivel! Nada é nada! Não estou disponivel para porra nenhuma. Deixarei pintar um desejo, uma vontade, por mais banal que seja. Tomar um banho pode ser um inicio, despertar o corpo, lavar alma. Vejamos o que se passa apos esse banho do primeiro domingo do horario de verão. Lá vou eu buscar na agua que escorre pelo corpo algum alivio. Na ida ao banheiro aconteceu um desvio de rota, passei na cozinha e bebi cafe que puxou cigarro e olhada na janela para conferir o domingo. É, ta nublado, meio fosco como eu. Estamos combinando pelo menos quanto a cor. O cigarro fuma no cinzeiro e os dedos viciados tiram frases do teclado. O texto segue crescendo a revelia do que fazer e vai fazendo do domingo dia de escrever. Teclado, esse confessionario das minhas angustias! So agora dou uma tragada no cigarro fumante. É verdade, não tinha notado que o cigarro é fumante autonomo impulsionado pelas listras de polvora do papel dele. Vitima da polvora e nem explode, melho, explode de quando em quando e vai acabando. Ainda bem que fuma sozinho e economiza meu pulmão. Olho para ele, esta quase no filtro, fumei ele em tres tragadas, enquanto isso, traguei teclas que viraram palavras. Inutil, ainda não sei o que fazer desse domingo e o banho não aconteceu. Decididamente vou agora para o chuveiro. O cigarro já esta fumando o filtro e o banho será derradeiro. Lá vou eu, creio que volto. E voltei! Inevitavel uma olhada na janela para conferir o mar e o dia. O mar está tranquilo, o sol timido e a areia branca. O corpo tá lavado, mas alma... ta complicada a coisa. Continuo no teclado, é compulsão mesmo, é tesão na ponta dos dedos. O telefone não toca, eles estão de jogo duro nessa queda de braço. Mas estou forte e aguento o tranco apesar de tudo. Fazendo algo ou não, o domingo passará de qualquer modo, ele independe do fim que damos a ele, tem autonomia. Estou aqui excluido por eles, incluido a mim mesmo, recomposto. Quero ver a virada da maré, mas que malandro sou eu? Não sei responder a essa! Não sou malandro! Será que eu vou querer atender? Será que vão gostar? Quem viver verá! E as horas continuam de segundo em segundo e passam como passa o passarinho, passa noite passa o dia mesmo dia derradeiro. Vai, domingo, sai de mim, vai impregnar outro que de voce estou cheio, vc é dia como todo dia, e como dia tem nome, voce tem nome de domingo. Fui, desembarquei de voce de uma vez por todas. Santo banho que lavou o corpo e de quebar a alma.

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