domingo, 18 de outubro de 2009
Essa manha!
... complicada manha de domingo, sentimentos difusos, vontade de não fazer nada. Fui ao mercado e o suco de laranja estava lá na prateleira esperando por mim. O suco me esperava? Como é isso? Comprei os dois ultimos e vazei. Fui e voltei num pé só. A rua me assustou, não estou externo, estou interno e rua é problema nessas horas. O teclado me acolhe como ninguem. Volto a ele como o unico capaz de me aguentar. Ele aguenta, não sabe de si nem mim. O que os objetos podem saber de nós? A resposta é bovia: nada! Pessoas sabem e são perigosas, tem desejos em relação a nós que nem sempre conferem com os nossos. Fazer o que? Tudo pode ser feito: ceder a eles, abrir mão dos nossos... tem muito mais é claro, mas não quero enumerar, corro o risco de esquecer outros e nesse caso saio fora desse assunto. Não consigo, esse assunto me persegue, eu persigo ele e assim corremos um do outro. Texto truncado, linguagem em codigo sinalizando que preciso falar mas não quero escancarar. O telefone tocou cedo, foi aviso de morte, morreu o namorado da amiga, viuva duas vezes e recebo convite para o enterro. Não previa nem imaginava cemiterio hoje, mas... la vou eu. Vou mesmo? Disse que ia mas não sei mais. Na hora vou, depois poderei não ir. Vou onde quero. Estou assim sem saber de mim. Sei que amanha é segunda e o despertador me acorda as 5 da manha. Pra lá eu vou com todo prazer, por incrivel que pareça, vou e chego cedo de boa vontade. A vida alheia passa a ser um refugio delicioso para eu me ocupar. Escuto com atenção e digo o que entendo de volta, afinal é para isso que sou pago. Não fujo a luta até porque isso não é luta é trabalho e trabalho não me cheira a luta. Mas ele não toca, não me liga os que eu gostaria. Vejamos quanto tempo dura o silencio de ambos os lados. O que quer dizer isso? Qual será a minha condenação, do que estou sendo acusado? De silencio? Pelo meu silencio que não é dos inocentes e nem dos culpados. Estou sendo julgado por nada? Tudo é possivel. Vontade de ligar não tenho, quero nao existir nessa hora, pelo menos por hoje. Deixo o meu destino entregue a outras mentes, elas que decidam o que eu poderei ou não aceitar. Revel? Não, mas tambem não explicarei nada e de nada me defenderei. Hoje sou aquela presença ausente nos outros e em mim. O sol saiu somente la fora, aqui dentro esta nublado e ameça tempestade. Como não tenho medo de trovão nem de raios, pode vir numa boa. É mais uma na minha vida de tornados. As grades da janela aprisionam minha visão do mar que esta tranquilo, até limpo eu diria. É verdade, o dia está bonito! Melhor me contagiar com ele e sair desse teclado. Quem sabe um veneno que me traga alegria? Só veneno mesmo pode trazer esse de sentimento hoje. Bom, pode matar também, melhor não? Sim, melhor não! Desisto do veneno, por hora apenas, nada garante que não vá resistir ao longo do dia. Mas que dia esse! Quantos assim já vivi? Resposta sem numeros! Indo...
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