segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Ida ao Fonseca
... foi no domingo a tarde essa ida ao Fonseca, uma volta ao passado. O Fonseca é a Tijuca de Niterói. Casamento do primo, festa em familia, lugar que visitei muito na infancia. Estavam lá as duas primas e o primo em terceiro grau. Bom, foi a festa de casamento dele! Conversa daqui, conversa dali, estava no passado a certa altura. Chega tia Wilma na cadeira de rodas, uma sobra do que um dia ela foi. Fiquei impressionado com o estado dela. Olhei de longe, procurava aquela de anos atras, sempre arrumada, em especial penteada. Era caprichosa com o cabelo, nesse dia, estava despenteada, o cabelo sem tintura. Os olhos, esses ainda eram os mesmos. Perguntei se sabia quem eu era, disse que sim, mas duvidei. Depois acreditei quando me sentei ao lado dela e conversamos longamente. Ela sempre gostou de mim, eu dela, poucos na familia gostam, mas eu continuo gostando. Estar ao lado dela foi de proposito uma forma de voltar ao passado, aquele lugar, os fins de semana juntos, a minha infancia com a prima Rita, meu tio Alvaro e os carnavais que passamos juntos. Puxei assunto, fiz ela recordar historias, fatos e acontecimentos. Ela é como os meus objetos dos anos 60, funciona como um deles, estar perto dela é uma volta ao passado. Lembrei dos almoços de todos os domingos na casa da rua Barros e no apartamento de Icarai. Volta total no tempo, moveis pés de palito, jarros de murano, abajour de foquinhos, televisão Admiral preto e branco e aquela deliciosa esperança daqueles anos. Pura nostalgia! Ela nem imaginava que estava ali do seu lado com essa finalidade, finalidade de voltar ao passado por uns instantes. Voltei! A certa altura, já queria o presente, veio o bolo do casamento, os parabéns e uma volta ao presente imediata. São 7:33 da manha, estou no consultorio, é dezembro de 2009, tenho 55 anos e a vida continua. Lembranças? Ficaram para trás, o presente se faz necessario... estou aqui!
domingo, 6 de dezembro de 2009
Domingo
...sempre domingo, manha que já anuncia um dia de espectativas da segunda feira. Domingo é o dia da expectativa. Semana que inicia, pelo visto com sol e calor. A noite de segunda para terça é sempre complicada, um dia não foi, mas atualmente tem sido e não sei o que fazer para ser de outro modo. Preciso dar ao domingo cara de sexta ou de sabado mas não adianta, é domingo. A questão não é ser domingo e sim ser um dia vespera de outro que acaba a distração e começa a semana as 5 da manaha atravessando a ponte e depois o aterro. Faz sol, preferia nublado e com chuva, fica mais ameno. Tédio começa a invadir, fazer o que desse domingo? Volta a pergunta de sempre. Tento acabar com ele dormindo a tarde, quero abreviar o dia, não adianta! Nada muda o dia de domingo, só eu mudo ele na medida que mudo a idéia sobre ele. Penso então: è viver cada domingo como nunca mais, parafraseando - é viver cada segundo como nunca mais. Fui, Xangai!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Manhã
... estranha manhã! É primeiro de dezembro e voltam as ultimas sensações. Não sáo primeiras como esse primeiro de dezembro. São 55 dezembros ao longo dessa vida. Olho da janela o mar, o dia de sol e fico pasmo. Fazer o que de mais uma terça feira da vida. O blog me convida a escrever. Quer dizer, ele não me convida, ele não sabe da minha existencia, eu dou existencia a ele, falo por ele. Sou o fascista do meu blog, falo por ele o que ele nunca poderia dizer. É um modo de falar que preciso deixar sair algumas coisas para tentar me sentir melhor. Escrever alivia a alma, preciso de alivio, preciso escrever. De que alivio eu falo? Nem eu mesmo sei dizer. Sei que as terças feiras gostaria de estar ocupado de alguma coisa que não sei bem o que é. Manha de duvidas em relação ao destino de uma vida, a minha vida. O suor e o calor me despertaram as 3 da manha e o botão do ar condicionado foi a solução. Despertar zonzo, calor intenso e noticias de Gabi pontuam essa manha. Tomar banho foi necessidade para ver se produzia melhora. Melhorou, um pouco. A manha continua estranha ou sou eu o estranho dessa manha? Creio que sim, não existe manha estranha, elas são sempre manhas dentro de algumas variações. Essa coisa de fim de ano, essa claridade de dezembro me deixa meio que nostalgico. Adoro essa palavra, nostalgia! Esse sentimento atravessa uma vida e ja disse que essa uma vida, é a minnha. Turbilhão de lembranças imediatamente invade trazendo lembranças e mais lembranças. Tortura danada para quem quer desembarcar dessa manha. Não adianta, é dezembro, a depressão inisiste e não desiste. O colorido do dia e o calor reavivam lembranças que gostaria de esquecer, elas não me esquecem, fazem parte de mim, me compoem de modo irrecusavel. Desisto disso, abandono o teclado com o texto inacabado nesse primeiro de dezembro. Fui
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Faz calor
... muito, demais! Volto a esse tema, ele me persegue e o calor tambem. Noite de ar condicionado é delicia, frio artificial, noite programada. Acordei babando, dormi de boca aberta. A noite de domingo para segunda é sempre problemática, vem a preocupação com o inicio da semana, desnecessária, mas vem. A semana vai começar independente das preocupações, bobagem, mas acontece, interfere no sono. Ando sempre questionando meu nascimento neste estado tão quente. Poderia ter sido em Porto Alegre, na europa, ou até mesmo no polo Norte, Sul. Mas foi aqui, isso é fato! Ele me perturba tem muitos anos, é caso antigo, incompativilidade de genio, de pele de tudo. Tento me acalmar quando ele chega pensando que depois virá o inverno. Não vem! Será calor até março, abril ou maio. Ilusão, ele voltará em outubro com toda intensidade. Não tem trégua! São doze meses de calor, vivo em eterno verão. É o cabelo molhado na nuca, a testa molhada e o suvaco molhado. Fora a cueca ensopada! Meias? Impossivel! Shorte, sunga, sandalia havaina e praia. Ai dá certo! Trabalho? Só no ar. Saudades do inverno que não existe mais! Xangai
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A Curva
... a curva do Pão de Açucar as 6:20 da manha é sempre linda! Mas por que pão de açucar? de que pão falavam os portugueses? Não importa, é lindo esse morro na enseada de Botafogo. Casamento lindo de Burle Max com a natureza pontua esse caminho das manhas de Rio de Janeiro. De fato, o rio de janeiro continua lindo, sempre será. Todas as manhas desse caminho, a enseada de botafogo traz lembranças de Dom Casmurro, foi nesse mar que se afogou o seu suposto rival. Pensar em tilburis percorrendo a orla nos anos de 1800 é delicioso. Um tempo passou visitando o universo de Machado. Custou a sair, até hoje tem saudades, as vezes volta, mas viver aquela época, por mais que queira, é impossivel. Só em sonhos, nesse é possivel. Voltemos ao casamento de Burle Max com a natureza, espetáculo sem igual, observar o cuidado com que cada planta foi colocada, cada curva tem suas arvores, sim, existem arvores de curvas e pequenos bosques plantados. Não é acaso, é caso plantado, distribuição cuidadosa da natureza, entrega a natureza do autor. É paixão construida ao longo dos anos namorar esse jardim. É o trabalho quem proporciona
esse prazer. Tem que chegar por algum caminho, é natural que assim seja. Por que não pelo jardim? Tem outros caminhos, isso sempre tem para tudo, é questão de bom gosto e de escolha. Escolheu chegar pelo jardim e admirar o Pão de Açucar, uma espécie de café da manhã saboreado pelo olhar... Bom dia!
esse prazer. Tem que chegar por algum caminho, é natural que assim seja. Por que não pelo jardim? Tem outros caminhos, isso sempre tem para tudo, é questão de bom gosto e de escolha. Escolheu chegar pelo jardim e admirar o Pão de Açucar, uma espécie de café da manhã saboreado pelo olhar... Bom dia!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Esperanças
... de um Brasil prospero, novo, revolucionário são depositadas na suposta candidatura de Aécio Neves. Essa velha história se repete a cada nova oportundade de se eleger um novo presidente. Dilma versos Aécio. O novo e o velho. Mas que novo será esse Aécio que governará com um velho Senado e um velho Congresso cheio de vicios e negociatas que impedem a todos os novos a despontar uma nova era? Será velho como Dilma, decepcionante como Lula.? Assistiremos mais uma vez promessas de campanha serem retocadas em discursos pós eleições como sempre? Tudo é dito ao povo na busca de votos, tudo desdito após eleitos. Nesse movimento de esperança e deseperança atravessamos decadas de desilusões. Acreditar numa só pessoa como a possivel saida não seria mais uma vez errar e se enganar? Não há essa supostta autonomia, governar é negociar, é fazer alianças. Ciro se retira da pretensão a presidente caso Aécio entre no páreo. A presidencia já começa sendo negociada na intenção das candidaturas. O que virá depois? Acordos com Deus e o Diabo nessa trajétoria em busca do Planalto. Aécio não escapará a esse destino, chegará como todos ao Alvorada endividado, confirmando a máxima do homem desse século, o homem endividado, diferente do homem do século passado, o homem culpado. Sem culpa e portanto endividado, resta um mandato de pagar dividas assumidas por ele e não pelo povo que o elegeu. O povo tem suas dividas, já as suporta pagar, mas desgraçadamente arcará com as contraidas por Aécios e Ciros e Dilmas. da vida. Uma pena, não há esperanças, só designeos a serem vividos nesse Brasil, que se torna a cada eleição uma eleição de projetos pessoais de candidatos e das suas turmas eleitas para construirem suas fortunas as custas da esperança do povo!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Chuvas de segunda
... é segunda feira, são cinco da manha e o despertador toca. Ele se levanta como de costume com o pé direito. A janela está fechada, dentro do quarto faz frio, lá fora, calor. O ar ligado ilude quem acorda em relaçao a estação do ano. Acordou em novembro com clima de julho. Banho, café da manha, troca de roupa é o ritual de cada manha, feito com precisão. O sanduiche, come na janela da sala como de costume para fugir do calor que faz na cozinha. Chegando a janela, prato numa das mãos, suco de laranja na outra, se depara com a chuva forte que cai impiedosamente na cidade. Olha para o Rio e constata -está encoberto. Olha para baixo e confere - rua alagada. Vem a duvida, vou ou não vou, saio, não saio. Espera a chuva melhorar, decide pensando nos riscos que significa sair sob temporal. Ela dá uma pequena trégua, suficiente para anima-lo a sair. Na protaria do predio, o porteiro comenta a força da agua que cai, enfraquecendo a decisão de sair. Para por um segundo, olha para a rua, reflete e decide - vou assim mesmo. Desce a garagem acompanhado do porteiro, entra no carro e parte para o Rio encoberto, antes visto pela janela. Ruas alagadas deixam duvidas quanto a decisao de seguir, segue assim mesmo, vai em duvida. O carro precisa de combustivel, achar um posto disponivel se torna problema, entra num sem frentista e desiste. Acaba parando na ultima chance antes da ponte. Alcool caro, o mais caro que ja pagou. Diz o frentista que nao e alcool, brinca, e whisky. A chuva enfraquece, ele se anima. A ponte desanima logo em seguida, chove forte, da medo. A travessia foi com cautela,atento aos espelhos e a velocidade, o dia vai clareando e a chuva cedendo. Chegando ao rio, dia ja claro, chuva amena, confirma a decisao certa de ter vindo. Como avaliar o imprevisivel tempo. Sem previsao, constata as 8 horas com o sol saindo entre as nuves. Em se tratando de tempo, tudo e possivel, poderia estar caindo um temporal, mas no entanto faz sol. E arriscar e nada mais...
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Momentos
... são complicados ou complicamos os momentos com duvidas desnecessarias? Não, elas são necessarias para quem precisa delas. É verdade, elas sustentam sofrimentos. E se eu deixar de sofrer, como é que vai ser para eu me acostumar? Acostumado a sofrer não se vive sem. Vira modo de vida, o sujeito busca das formas mais sutis encontrar um probleminha qualquer e pronto! Caia na besteria de dar uma solução - voce imediatamente é atacado com todas as defesas imaginaveis, racionalmente estruturadas para provar que aquela solução não é a melhor. Eles tem excelencia em invalidar saidas. Afinal, neuroticos odeiam solução, querem problema, em especial, os sem saida. Acreditam nisso, defendem essa verdade com todas as defesas que a realidade humana pode construir para se proteger do risco de uma situação com saida. A vida se dá mesmo ali, no "quentinho do porco", dentro da gamela, refastelados nas duvidas sem fim. Só não Cartesianos puros, porque não desejam nunca chegar a uma verdade absoltua. Longe disso, querem a duvida eterna, encarnam o genio maligno que a tudo problematiza e duvida e não saem disso. Estão mais para Sisifo, rolando sua pedra morro acima mas nem assim são igauis. Sisifo ainda pensava enquanto rolava a pedra morro acima. Eles?- não! A finalidade da dúvida neurotica é mesmo não ter fim...ou melhor, finda em si mesma, tranforma o cara no sujeito da duvida. Ele é a duvida, encarna a duvida no seio da sua existencia. Só uma coisa me vem a mente- Xangai!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Outra semana
... dormi com ar ligado e ventilador, o corpo doido, sono intenso e preguiça de levantar. O céu nublado, dia estranho... vontade de partir continua, não sei para onde mas... vou de qualquer jeito. Sensações estranhas, sonolencia intensa, nausea, um pouco de tonteira e uma enorme vontade de voltar para minha cama. Deitar e dormir, muito mesmo e sem parar...Não sei exatamente o que fazer do meu dia, ele fará algo de mim, sempre acontece quando fico a revelia. Ele não perdoa, vai seguindo seu rumo sem pena e sem dó. Os horarios vão sendo cumpridos maquinalmente. Tento abrir mão da minha subjetividade e vou, como peça de maquina, seguindo minha função. Fico coisa no mundo, peça do mundo e nada mais, sou parte dessa segunda feira de novembro, já vespera de natal, de fim de ano e de aniversario. Começo o ano fazendo anos aos 5 dias de janeiro. 56 anos no proximo ano, logo no inicio do ano, mais um ano. Isso não me importa, pouca coisa tem me importado, sigo para mais um ano então! Banal! Mas o dia continua estranho ou serei eu o estranho desse dia? Com certeza, o dia nem sabe de mim, não tenho essa capacidade de transforma-lo em estranho. A nausea insiste, persiste. Enjoo da vida que venho levando, e não sei como transforma-la, assim a nausea não passa, bem sei qual é o remédio dela. Não se compra, se produz na transformação da vida insatisfeita em satisfeita. A nausea só passa assim...vou nessa!
sábado, 7 de novembro de 2009
Trampolim
... que palavra mais engraçada essa! Delicioso mail com a foto do trampolim em 1961. Volta total no tempo, a ressaca que invadiu a praia de Icarai. Meus 7 anos invadia a curiosidade e os dias eram tomar conta do mar, falar do mar, pensar no mar. Dias de sete anos em que não havia ressaca na vida nem eu bebia. A vida também não era Trampolim, pulava do trampolim com todas as recomendações do perigo que significava aquilo. Historias tenebrosas assustavam a todos. Elas aconteciam, era verdade! Algumas exagero das que aconteceram. Lá ia Icarai dos 60 seguindo seus dias bucolicos. Passeios a noite na praia, espectativas de um futuro moderno, a Tv preto e branco e uma enorme esperança na vida. O trampolim ia desabando como aqueles dias. Ia se deteriorando aos poucos paralelo aos acontecimentos que derrubavam a minha tranquilidade. É verdade, a deterioração do trampolim era a deterioração de uma vida. Um dia, anunciam a explosão dele, coincidia com a explosão das nossas vidas, acabava o trampolim, acabava Icarai com todos aqueles sonhos. Esses anos tão cheios de espectativas, desgraçadamente não se consolidaram, ruiram. Explodia o trampolim, explodia a vida esperada. Tempos dificeis começavam. A infancia quebrava frente a acontecimentos inesperados. A ressaca de 61 se dava na vida em 64. Ressaca longa, persistiu por anos o mar revolto, batendo nos sonhos de uma vida, destruindo tudo com sua intensidade. Delicia rever o trampolim, triste rever aqueles anos. Anos de paredes verde agua, de moveis pe palito, de sonhos de um tempo moderno que chegou. Mas chegou pontuado de tantos sofrimentos que lembrar é ressaca na certa, não a de 61 mas a de 64. Chegou arrastando tudo, o mar tempestuoso da vida, comprometeu o futuro. Nada será com antes...lembranças de um bom tempo, lembranças de mau tempo, sempre juntos, grudados, perturbando a felicidade daquele tempo e desses...tempo, tempo, tempo...trampolim das lebranças...
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Calor...
... da Porra! O sol insiste, danado, não desite, tá lá, empavido! Os miolos estão ficando amolecidos, tonteira andando na rua e tudo mais. Nem sei o que será de mim. Vejo cada um tentando definir o calor localizando sempre em algum pais, algum lugar. Camus já contou o crime de Mersault. Acusou o sol como culpado. Dizia ele que o sol da Argelia não é brinquedo não. Mas tambem quem mandou Mersault não chorar no enterro da mãe e ainda se meter em confusão de gigolo? Se fudeu, foi condenado! Melhor não culpar mais o sol de nada! mersault com o sol intenso na cara, saca a arma do bolso do gigolo e dispara uns tiros no inimigo do outro que ele nem tinha nada com a parada. Mas, sob o sol da argelia, diz camus que ele endoidou... mas o sol endoida mesmo. Eu, como sofro com o calor, bem sei disso. Melhor me afastar de armas por que não quero virar mersault por ai. Vou nessa. Mas que o sol está da Argelia, isso lá tá! Indo... Xangai
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Manha é noite
... e o dia amanheceu... lá fora, não dentro de mim... aqui ainda é noite, escura...noite que não acata o dia, insite em ser noite, não quer amanhecer, quer anoitecer, dormir, desistir e morrer...morre o dia la fora dentro de mim, sou noite sem fim, quando manha, nublado. Chuvas caem fora de mim, molham o rosto, lavam os olhos...secam dentro de mim. Sou um dentro e um fora que não se combinam, se atritam...é só! Estou indo...
Certas manhas
... são diferentes de outras. O calor iniste em se manter presente, não desiste. Acordado antes do despertador, espero a hora de sair da cama. O banho, a ponte, o aterro e o pão de açucar, que não é o do café da manha, aguardam impavidos a minha passagem. Passo por eles, não eles por mim. Eles me aguardam? Claro que não, nem sabem da minha existencia, eu sei da deles. Essa mania de auto-referencia é vicio narcisico. A existencia das coisas é uma serie de apariçoes sucessivas apenas. Eu não dou existencia a elas, existem independente de mim, aparecem diante de mim mas existem fora da minha presença. Lá está ele, tem anos, no mesmo lugar com bondinho subindo e descendo. Pra mim, é a curva do pão de açucar, para outros pode ser apenas a curva de botafogo. Questão de nome apenas. As manhas podem ser diferentes, mas eles são sempre iguais, difere meu estado de espirito apenas. Certas manhas são diferentes por conta do meu humor, meu humor diferencia as manhas, afeta os dias, o meu dia e nada mais...Tenho meu proprio dia? Interessante isso, ter um dia! Me aproprio do dia, uso ele como quero e como não quero. Quantos acontecem de modo que não gostaria? Nem dia tenho nesse sentido, ele me tem a revelia do meu desejo. Certas manhas, certos dias... uma vida! Amanheceu mais um dia, banal... simples assim....
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Adeus as Armas
...o corpo cansou, ele desisitu, foram anos de luta. Não era um covarde, foi guerreiro desde muito, mas as forças esmorecem. Um dia tudo se acaba, nele, a vontade de lutar. Nada mais passou a interessar, só o desejo de desertar, entregar as armas sem balas e se retirar da guerra fria. Era batalha antiga, campo minado sinalizando luta sem tréguas, ele insistia. Ganhava num momento o que perdia adiante. Ganhava para perder. Dessa vez desistiu, resolveu se entregar, deixou brotar no rosto o sentimento da perda tantas vezes camuflado. Foi deixando avisos sutis, pedaços aqui e ali. Não se pode dizer que não avisou. Só não percebeu quem não quis, avisados todos estavam. São aqueles avisos so lidos depois do acontecido, aqueles lamentos dos que ficam e se culpam por nada terem feito. Herança cruel é a culpa. Tranquilo, depois passa, todos esquecem, vira historia e lembrança remota. Nem sempre se pode conter quem deseja partir, há que se deixar ir. Certas vontades dos que partem, devem ser respeitadas, afinal, não há nisso nehuma novidade. Apenas mais um que partiu por decisão. Não foi a revelia, foi com vontade e vontade que dá e não passa, atravessa a vida, vai para além dela. Os olhos andavam no além, já havia dito antes, era namoro antigo, coisa de uma vida. Quem um dia ja namorou o além sabe do que se trata. É tentador, saida fácil para quem vai, pra quem fica, só dói no inicio. O projeto está feito, e como projeto, tem inicio meio e fim. A essa altura da vida já se tem alguma experiencia e a impulsividade não domina tanto. Vejamos quando ele parte, sei que parte. O dia? Segredo do projeto....
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Olhar distante
... namorando o além, os olhos distantes, uma sutil despedida se inica, o adeus vem se construindo no olhar, no distanciamento gradativo de tudo e de todos. É no silencio e na quietude que se planeja o fim, essa partida sem bagagens. Vou indo devagar, despercebido, mas vou. É projeto antigo, aguardando a melhor hora. As horas passam e o dia se aproxima, é sem aviso, não sei que dia nem sei que hora, sei que parto...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Finados
onde estão os meus finados? Acho que findaram mesmo, não sei numero de sepultura nem nada, tá tudo acabado, deixei eles lá mesmo, onde - não sei! Eu vejo essa foto e não acho que não seja eu, estarei finado tambem nessa? Pode ser... que dia mais chato esse, estou aqui sem ter o que fazer e com um monte de coisas para fazer sem querer fazer e sentindo que não tenho nada para fazer. Fazer o que? Não sei! Hoje não sei de nada, todo dia até sei, mas hoje, não sei! Cheguei a não me reconhecer na propria foto! Estou finado? Outra vez a mesma pergunta finada. Choveu na vespera do dia de finados, acho que o tempo errou o dia ou ainda chove hoje? To um perguntador, querendo saber de tudo e não sei de nada. Beber os mortos hoje? Creio que não, mas derrepente mudo de ideia, as ideias nesse dia de hoje podem ficar finadas a qualquer instante. Não estou morto, talvez quase finado, findado, fudido nesse dia. Morto vivo, mais vivo do que morto, mais morto do que vivo. Sentimentos difusos trazem essa sensação de morte em vida. Morte do dia de trabalho, espectativas de vida finadas, findas na melancolia do dia. Tem certos dias complicados, os que escapam a alegria e não são de tristeza mas também não são de alegria, estou a procura do meio termo. O caminho do meio, nem oito nem oitenta, uns quarenta e poucos. È, esses lugares devem servir para hoje, não que queira, nem estou podendo querer, os sentimentos mandam - e eu? Refem deles, apenas sinto o que não gostaria, independe do meu desejo, eles invadem e tomam conta. A angustia não pede licença, não bate na porta, se instaura e pronto! Desgraçada, nem adianta gritar, ela não está nem ai pra sua voz. Voluntariosa, independente, chega e vai quando bem entende, faz de todos o que bem quer. Eita existencia banal, desgovernada! Vida que é pura contingencia, Contingencia rima com indigente? Não! Pronto, assim mesmo descobri que sou indigente, gente qualquer, jogado por ai sem rumo nessa vida de rumos incertos que me reduz a indulgencia. Existencia banal, Xangai!
domingo, 1 de novembro de 2009
Festa
... olha que não tenho nenhuma paciencia mais para ir a lugares que não quero, festas que detesto e outras situações. Estou a cada dia mais egoista em relação ao que quero e o que não quero. O tédio imediatamente invade e o sono é o sintoma. Bocejos e vontade de deitar. Não acredito mais que venha ter disponibilidade para o que não tenho vontade. Cada vez mais estou fora desses circuitos que não me dizem nada. Vejamos, acho que vou sair a francesa, creo que será a melhor pedida. Que isso? Pegando gelo do copo dos outros? Que que tem, é mais barato! Porra, roubaram a garrafa de whisky? Colocou dentro da bolsa? que coisa isso? Festa é festa! Acontece isso... garrafas somem...estrelas mudam de lugar... garrafas também... e assim caminha a humanidade. Gente, cade o pirocão? Esquece...indo que ta tudo ficando Xangai....
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Noite de sexta
Cauby cantando com Angela na vitrola. Onde anda você? Onde ando eu nessas horas? Não imagino! Estou aqui, em muitos lugares, em todos os lugares possiveis. A minha presença fisica não determina onde estou, de modo algum. Sou até presença ausente! Fui sem ir a lugares e cerimonias. Lembraram de mim na minha ausencia, então, estive presente! Eu estou em todos os lugares e estou aqui. Coisa truncada essa, linguagem complicada que sugere mas não diz e diz porque sugere e sugerindo diz. Fala na intenção, brinca com ela. Engana a quem quer se enganar, somente a esses, no mais - não engana. Corpo sem orgão, presença imaterial nos lugares do pensamento e da lembrança alheia. É possivel estar presente em lugares que alguém gostaria que você estivesse mas você nem sabe disso e acaba sendo presença sem se saber presente. Acontece! O desejo da sua presença furta seu desejo, é desejo alheio, apropriação de nós por alguem. A lembrança do outro é captura de nós independente do saber e do consentimento nosso. Isso é como furtar a existencia do outro em proveitoo proprio. A lembrança pratica uma interpretação do que seja o outro, molda-o ao proprio desejo de que ele exista a seu modo. Sua singularidade desafia compreender ou rejeitar o que não é idêntico. Narciso acha feio aquilo que não é espelho, ou se afoga nele de tanto buscar identidade fora de si. Conviver com o diferente, o que escapa a igualdade e instaura a existência como diferença. Onde andam as almas gemeas, aquelas duazinhas iguais que todos procuram? Onde anda você? Quem sabe disso? Ninguem sabe onde anda ninguem, porque ninguem esta fisicamente num lugar sem no entanto poder estar em outros. Cauby continua perguntando a Angela, mas essa resposta ai é complicada. Deixa pra lá! Xangai
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Receita de viagem
... pelo interior da mente, sem passagem, sem passaporte, sem avião, sem trem, sem nenhum meio de locomoção. São territorios subjetivos, impalpaveis. São imagens, lugares idos, viagem sem bagagem com destino ao mundo. De que mundo eu falo? Do vivido, do desejado, do acontecido e do futuro mental que nem sei se vai acontecer. Sim, existe um futuro mental, especie de um tempo de verbo ainda não catalogado na gramatica, existente em ação. Transporte rápido, desligamento tranquilo, refugio agradável dos momentos terriveis. É ação livre, fantasia solta ao sabor do do desejo. Tudo pode ser imaginado, transformado, adequado. Não ha frustração, so possiveis. Fantasia, esse territorio da satisfação do desejo, diferente do sonho que nem sempre realiza. Esse, é ato consciente, voluntario, dominado e sem intermediarios. È o desejo e ponto final. Venho correndo atras desse ponto final tem tempo, quero acabar, finalizar, mas tá complicado realizar. Continuo então, fazer o que, é condenação. Quanto mais enrolado melhor esse texto, mais cifrado, mais codificado. Fica sendo só meu, é para mim e mais niguem. Vou em frente que a coisa tá feia e a vigem se faz urgente, é saida mais rápida nessas horas. O bilhete são os olhos fechados, a posição melhor é deitado e o lugar é a cama. Em caso de ser dia, é necessario ter cortinas para regular a claridade, fica mais confortavel. Estando no verão, convem ligar o ar, é mais adequado e a viagem esta garantida. Satisfeitas essas condições basicas, boa viagem! Lá vou eu ...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Ainda
... que essa foto demonstre um sorriso, não é de verdade, é pose pra foto, é mascara de felicidade. Po trás? Ah! oculta sofreimento que precisa de mascara, pode assustar a quem não sabe. Vou nessa! não quero assustar ninguem, já chega o que só eu vejo no espelho da vida...
Manha de terça feira
.. . noite dormida, mal dormida, acordei com devido pedido de desculpas. Assim está melhor, menos mal, apenas menos. A musica continua pedindo casa propria. Alma sem casa, corpo sem sepultura! Sentimentos verdadeiros a respeito da historia de uma vida. Que historia é essa? Uma historia de sofrimento que não termina mais? Tudo passa, isso não? Como parar essa roda que gira em torno do mesmo sofrer? Massacra o espirito já sem lugar disponivel para sofrer. Nã há mais espaço, ja chegou nas franjas poidas da vida. Quer mais? Leva tudo de uma vez, toma, é tua, ja se apropriou mesmo! E a dor está lá, de plantão! Nem me escuta! Não tem trégua, e febre branda queimando devagar. Eterno ponto de retorno, nunca é ponto final? Só dentro do paletó de madeira? Ele quem dizia isso, faria anos ontem, ja morreu! Precisa cremar mesmo, torrar e virar cinzas, só assim creio que acaba! Mas ela é caprichosa, é só na hora que ela quer, nã respeita o desejo do outro, o seu quem manda. Travessia dolorosa anseia por fim, quer acabar...ela ainda não...insiste, persiste em exitir, cosumir o que ainda resta. Roi até o fim, assim ela gosta de terminar. Maldita dor que consome... vai, toma os restos abutre desgraçada, se farta nesse banquete podre, mas não te dou o corpo para os vermes finais. Me vingo, queimo o cadaver que voce não haverá de devorar...
anseia por fim. E por que não? Carregar
anseia por fim. E por que não? Carregar
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Fim de tarde
...hora de acabar o trabalho, e não tenho para onde ir. Tem lá um lugar, mas... não é la! Onde é também não há, não há lugar, estou sem lugar. Sonhos desfeitos? Muitos! Resenha terrivel de uma vida perdida. No que se transformou os que concebi? Resposta que não ouso dar, nem a mim nem a niguem. Doi o corpo, doi alma, é fisgada aguda queimando o que resta. A resposta lateja, insiste em ter voz, mas não quero ouvir. Não quero acreditar no que se transformou o que um dia pensei ser meu, tão meu! Pena, vai acabando devagar o que nunca pensei tivesse fim. Surpresa maldita, impensavel! Realidades cruas que odeio...não amo as mentiras, mas certas verdades, convenhamos são dispensáveis...
Decepção
... profunda é a que sinto nesse momento. Literalmente não tenho para onde ir, os meus unicos me abandonaram. Por esse golpe eu não esperava. Confesso aqui, esse foi certeiro, me atingiu fundo. A experiencia é dolorosa, terei que me roconstruir sozinho como no meu intimo sempre me senti. Agora é verdade. Receber um boa sorte? Verei como tudo isso ficará ao longo dos dias...o que farei de mim e o que realmente vai sobrar disso tudo...triste sentir que não valho nada...
sábado, 24 de outubro de 2009
Dia e Noite
... me meti no carro e atravessei a ponte, rapidamente estava lá como de costume. As mesmas barracas e o que comprar? Vista geral com toda a calma, observei tudo que podia e não podia. Comprar o que? Nesse momento de egoismo, coisa nova, penso em mim e nada mais. Antes só do que mal acompanhado, melhor, bem acomanhado de mim mesmo. Solidão não me mete medo, já passei natal sozinho, aniversario e outras datas. Não me importo! Andei, olhei e me deparei com o tapetinho. Já tenho um nos pés do divã mas esse é de outra cor e o interesse pintou. O celular tocou, era paciente, atendi namorando o paquistanes pendurado na barraca. Finda a ligação. veio a consulta. O preço foi dado com autorização de poder ofertar um valor menor. Não pestanejei, mandei a oferta aceita na hora. Em segundos o vendedor enrola o paquistanes, saco a carteira e negocio fechado. Saio com o tapete enrolado debaixo do braço. Onde colocar? No meu quarto é a resposta. Já está lá, do lado que durmo, levanto e piso nele. Penso em copos e vou olhando, nada me atrai, quero uns jeitosos, coisa de quem bebe e sabe, nada de copos de salto alto, quebram facil e não me atraem. Segue a feira, vem a cerveja, conversa com um, conversa com outro e lá vai a manha na Praça 15. Dia bonito, nem tanto dentro de mim. Sol lá fora, nublado dentro, to de rayban e tudo fica meio que esverdeado. Sigo adiante, a feria ta feita, é hora de almoço. Decido almoçar ali mesmo na praça 15. Restaurante a quilo, como cupim e bebo cerveja, almoço sozinho e tranquilo. Pago a conta e saio. Nã entrego comando em lugar nenhum. Na saida sou cobrado, respondo que meu dever é pagar e não entregar, não sou entregador de comandas de restaurante. Penso sempre em cobrar pra isso, ninguem entende mas digo isso. Pego carro, ponte, niteroi engarrafado mudo o rumo, venho pela orla mas não adianta. Transito intenso me chateia, é aquilo de primeira e segunda doendo a perna. Chego em casa e o sono é certo, ar ligado e sono solto. Mas o relogio esta atrasando, não vivo sem ele. Levanto e troco ele. Agora é noite e estou aqui, sozinho como na manha. Que destino? É destino, hora certa e ponto final.
Relogio
... acordei as 5 como de costume e me dei conta que não tem trabalho, só o mental é claro, esse não para nunca, é sem feriado e dia santo, cheio de horas extras que não tenho de quem cobrar. Café preto e cigarro iniciam o dia, logo após vem o banho e ja estou pronto para esse imprevisivel dia da minha vida. Me aprontei para o inesperado, não sei que fim darei a esse dia. Sei apenas que ele vai acabar. Como acabarei com ele, não sei. O relogio novo, esta atrasando, relogio que atrasa, não adianta. Essa é antiga e obvia. Mas quando penso em relogio que atrasa, vem esse pensamento. Falando em relogio, estou fazendo hora para trocar a bateria dele. É novo mas ta ruin, nem tudo que é novo esta bom como nem tudo que é velho esta bem tambem. Eu por exemplo, estou velho e mais ou menos bem. Escrever também faz parte desse inicio de dia, incertezas são postadas como um modo de deabafar. Dizem que o cachorro esta com saudades de mim, é capaz que seja verdade, ela porrem, não esta. Saber quem é ela é uma advinhação. Uma dica: é pequena e de cabelos cor maravilha. Tanta dedicação e tanta decepção são opostos que não combinam. Dedicação deveria combinar com afeiçao, aproximação... mas nesse caso, não sei o que esta acontecendo. Tem uns 15 dias que não escuto a voz. Afastamento é o que aconteceu. Familia desfeita pontua esse presente. Estou na reserva e não sou militar, exilado temporariamente da familia, auto excluido e excluido. Novos tempos, tempos nojentos. O telefone continua mudo no silencio de quem espero. A fome interrompe o ritimo de escrever, é parar e comer, saciar o estomago e voltar com folego. Vejamos o que acontece depois do café da manha desse sabado imprevisivel. Volto. Voltei, e voltei pior. O radio do vizinho, so de ironia, fazia enquete sobre perdão e traição. Tocou na ferida, tirou a casquinha e os olhos sentiram a dor em lagrima. O peito apertou e o pensamento foi lá onde não devia. Esta lá naquele dia o desfecho desses dias. Melhor parar por aqui. O cigarro fuma no cinzeiro ao lado, indiferente ao que sinto, trago ele, ele me traga, tudo me traga nesse momento. Sou engolido pelas lembranças que desobedecem aos meus desejos. É de angustia esses escritos, tristeza nas palavras não combinam com o sol lá fora, vou pra rua trocar a bateria do relogio. Até ele insiste em ficar no passado atrasando a hora. Vou nessa....
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Noite
... de Icarai, das janelas acesas, das luzes das tvs, dos sofas cheios das gentes vendo novela. Odeio esse barulho da tv, da solidão que me encontro e da qual não quero abrir mão. Não negocio isso com ningém nem com nada. Não quero desembarcar dela. Não odeio a mim mesmo, sou de bom convivio com meus pensamentos. Certos acontecimentos repetidos acabam forçando decisões, pontuações e finalizações. Decido agora minha rota e trajetoria, traço meu projeto e transformo minhas relações nessse estado. Sou silencio, apenas letras dizem meus pensamentos nesse blog desconhecido, confessionario dos meus estados de alma. Alma perdida, penada e abandonada pelas consequencias de atos que não tomei. Poucos sabem ao que me refiro, esta em codigo, esta camuflado, é para poucos. Os dias passam e o telefone não toca, tudo é silencio e nesse silencio se constroi um novo ato de vida, novas direções nas minhas relações . Ja tinha avisado, são tempos novos, é sem retorno, não repito velhos atos, repito diferenças. Voltei tantas vezes ao mesmo modo que me tornei coisa, sempre igual. Virei objeto e me apaixonei por eles, nessa paixão me transformei em coisa. Fui coisa, objeto, utencilio com função. Agora não quero mais. Quantas noites passei nesse Icarai imaginando meus futuros dias? não sei responder, nessa melancolia ja sofri, ja bebi e ja fumei. Hoje? Outra noite de solidão, das noites de Icarai.
O que vai ser
... de mim? Eita pergunta complicada, resposta imprevisivel! Que fim dar aos dias da minha vida? São perguntas e perguntas que se multiplicam, muitas perguntas poucas respostas. O que sera da minha vida daqui a uns anos, como estarei, o que estarei fazendo e onde morando? que misterio e esse chamado futuro? Hoje tá complicado. Fazer o que frente a espectativas da vida? Sem resposta! a resposta é o silencio que atravessa a madrugada. Atravessa a madrugada mas não a minha vida. Eita tarde complicada;
Sexta Feira...
... de sonolencia, tarde estranha e relógio novo. A tela branca me convida a escrever. Dei olhada no twitter e Serguei lembrando das surubas de 40 anos atras. Lembrei de Icarai dos meus tempos e tudo ficou nostalgia. Não tenho surubas para lembrar, apenas infancia. Olhei da janela o mar de Icarai e percebo que sou parte desse bairro, é sempre igual. Ver Icarai do mar é outra visão. Não vejo agora do mar e sim da janela, vejo o mesmo mar, as mesmas ruas, outras pessoas. Mudou as pessoas, não o mar. Eu mudei, não ele. A paisagem é a mesma com algumas alterações, eu no espelhos constato que também fui modificado pelo tempo. Mas e o mar? Mar é mar, agua salgada e ondas não são as mesmas, ondas se repetem mas não as mesmas. O que repete em mim são ondas do passado, batidas pelo tempo, dos tempos de Icarai. Tempos de paz, do lotação canto do Rio, onde se entrava pela frente e quando faziamos sinal o motorista mostrava com o dedo quantos lugares vazios. Não se viajava de pé! Era azul e branco lembrando o mar. lotação é palavra antiga. Novas são as grades dos predios, não havia grade em predio algum fechando as portarias nem porteiros supostamente garantindo a segurança. Era chave na mão e tranquilidade de entrar e sair. O direito de ir e vir era garantido não pelo estado mas pela tranquilidade de uma época. Tempos de paz em Icarai, pequenas lembranças de um tempo que não volta mais.
Odeio voce!
... que me responde a uma pergunta que nao fiz! Quem já não fez uma pergunta a alguém e recebeu resposta de outra pergunta que voce não fez? Odeio isso, perguntar uma coisa e ser respondido com outra. Que mania é essa? Um modo de não dar a resposta que voce precisa para não confirmar o que voce quer? Uma defesa doida essa, dissimulação? Não sei, hoje não estou lá para muita paciencia não. Porra, quanto não numa frase só. Estou negativo hoje. A pergunta: que horas vai ser o exame dela? A resposta: ela precisa tomar 3 copos de contraste. Meu comentario pergunta: eu por acaso perguntei a senhora quantos copos de contraste ela tem que tomar? Eu quero saber que horas ela vai fazer o exame. A atendente responde: eu não sei que horas ela vai fazer o exame! Então eu contra ataco: então essa é a resposta! Ela me olha como quem não está entendendo nada. Talvez nunca tenha se dado conta disso na vida. Vem respondendo a perguntas que não recebeu. Tipo voce não esta entendendo nada do que eu digo. Quanta gente passa pela vida sem saber metade do que eu sei? Besta? Não, bem informado, diferente, singular, chato e tudo mais que puderem acrescentar. Sou o chato de plantão as vezes. Que merda isso de ter consciencia da linguagem, do sentido do pensamento, das intenções ocultas nas palavras e a dissimulação dos olhares. Saber esse pouco sobre o o humano enche o saco em determinados momentos e me deixa impaciente com os menos favorecidos intelecualmente... Xangai! vou nessa
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Na manha seguinte...
... acordei junto com o despertador, ontem foi a pré estréia do texto que supostamente adaptei. Supostamente uma vez que tantos foram os palpites que o texto virou aquela colcha de retalhos. Não gosto dele nem do assunto. Chato! Salva a montagem e o cenário, uma bonita ambientação do amigo. Mas atores e texto? Melhor não responder, acabo de lembrar que ando silencio nesses ultimos tempos. Já falei demais e a minha voz cansou, me aborreci e nada mudou. Talvez sem voz venha ação, cão que ladra não morde e ando precisando morder, virar cão e comer ração. Nem tanto , mas serve o trocadilho, até porque não sou homem de comer ração. Acordei com sono, mas estou aqui como sempre estive e pretendo continuar. Ontem, na saida do CCBB, desci no elevador com shirley valentine, magrinha, bonitinha com seu terninho vermelho e sua voz rouca. Estava meio que perdida em busca de um taxi. Ela é a nossa shirley brasileira, passou a ser. Nos olhamos e ela me reconheceu lá de dentro do espetáculo. Cavalheiro e fã me apresentei e perguntei para onde ia - leblon! Eu - quer uma carona? Ela - ah quero, onde está seu carro? Eu - aqui, é esse. Ela - Já to entrando. Eu - vamos então. Partimos, eu sugeri irmos pelo rebouças, ela me perguntou se poderiamos ir pela orla que é mais interessante. Sem pestanejar aceitei. Ela me sugeriu uma bainada no transito, uma ré em plena presidente vargas. Não aceitei, disse que não poderiamos correr risco de acidente, ela riu e concordou. Contornei a Candelaria, em isntantes estavamos no aterro na maior conversa fiada. Shirley é falante, contou casos sem parar. Em instantes estavamos no Leblon, na porta do predio dela. Agradeceu a carona, beijinhos e um até qualquer hora. Achei graça da situação, não imaginava que ontem faria outra estreia. Shirley estreava no meu gol a sua presença falante. Cheguei em casa, deitei lembrando das historias e as 5 da manha estava de pé para mais uma quarta feira de outra estreia, as 20h no CCBB. E assim caminha a humanidade....chupando laranja azul
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Madrugada Acidentada
... eram 4 horas da manha, o barulho dos vidros estilhaçados invade o quarto a cama e o sono. Levanto rápido e chego a janela no mesmo instante que os vizinhos do predio em frente. Luzes pipocam em todos os andares. No cruzamento da esquina é silencio imediatamente interrompido por vozes aflitas. Mais um acidentado da madrugada lamenta o ocorrido. É quase hora de levantar para trabalhar, volto a cama, não há novidade no ocorrido. Espero o despertador que toca em seguida. É hora! Levanto com o pé direito, como sempre, para mais uma semana da minha vida. Banho, troca de roupa e outra olhada na janela. O acidente está armado com todos os ingredientes necessarios. Sirenes, luzes, curiosos e policia. Tomo café da manha na janela e já desconfio que o cruzamento acidentado vai me obrigar a mudar o percurso. Saindo da garagem o porteiro me da todos os detalhes do ocorrido. Caminhão em velocidade ja tinha batido em outro carro na praia, entrou nessa rua e bateu em outro no cruzamento. O motorista do carro foi salvo pelo air bag e o motorista do caminhão fugiu. Isso é tudo! Cruzamento interrompido, dou a volta ao quarteirão, ao entrar na praia me deparo com a primeira vitima do caminhão nessa madrugada de segunda feira de horário de verão. São 6:50 da manha e o meu dia começou. O ocorrido me deixa mais cauteloso ainda que de costume. Sigo por outras ruas, o acidente interfere no meu sono e na minha rotina, sou vitima dele de algum modo. O caminhão também se chocou no meu inicio de dia sem consequencias maiores. Tento sair dessa situação pensando na curva do aterro que me joga em frente ao Pão de Açucar, bem como as arvvores que todos os dias vou conferindo para ver se continuam no mesmo lugar. Vou admirando a beleza delas junto ao dia que vai amanhecendo. Atravesso esse pulmão de oxigenio expelindo fumaça toxica do meu Hollywood vermelho. Sim, vou fumando pelo aterro a fora e tomando conta das janelas dos predios que vão acedendo e anunciando que seu moradores acordaram também. Estou descançado, bem dormido, muito dormido, dormi todo o fim de semana praticamente. Fui ao enterro do namorado da amiga e achei sugestivo ir ao cemiterio justamente num momento da minha vida que quero matar alguns modos de viver. Creio que fui a outro enterro, não ao dele, mas ao dos meus velhos habitos. Deixei todos lá, desenterrados mesmo, mas lá! Esperamos sair o corpo e ficamos parados. Assistimos ao cortejo imoveis, esperamos todos aderirem. Tinhamos um plano, vazar do enterro, ir sem ir, estar la sem participar de tudo. Entramos no carro, em segundos estavamos nas estrada e tudo estava morto atras de nós. .
domingo, 18 de outubro de 2009
Essa manha!
... complicada manha de domingo, sentimentos difusos, vontade de não fazer nada. Fui ao mercado e o suco de laranja estava lá na prateleira esperando por mim. O suco me esperava? Como é isso? Comprei os dois ultimos e vazei. Fui e voltei num pé só. A rua me assustou, não estou externo, estou interno e rua é problema nessas horas. O teclado me acolhe como ninguem. Volto a ele como o unico capaz de me aguentar. Ele aguenta, não sabe de si nem mim. O que os objetos podem saber de nós? A resposta é bovia: nada! Pessoas sabem e são perigosas, tem desejos em relação a nós que nem sempre conferem com os nossos. Fazer o que? Tudo pode ser feito: ceder a eles, abrir mão dos nossos... tem muito mais é claro, mas não quero enumerar, corro o risco de esquecer outros e nesse caso saio fora desse assunto. Não consigo, esse assunto me persegue, eu persigo ele e assim corremos um do outro. Texto truncado, linguagem em codigo sinalizando que preciso falar mas não quero escancarar. O telefone tocou cedo, foi aviso de morte, morreu o namorado da amiga, viuva duas vezes e recebo convite para o enterro. Não previa nem imaginava cemiterio hoje, mas... la vou eu. Vou mesmo? Disse que ia mas não sei mais. Na hora vou, depois poderei não ir. Vou onde quero. Estou assim sem saber de mim. Sei que amanha é segunda e o despertador me acorda as 5 da manha. Pra lá eu vou com todo prazer, por incrivel que pareça, vou e chego cedo de boa vontade. A vida alheia passa a ser um refugio delicioso para eu me ocupar. Escuto com atenção e digo o que entendo de volta, afinal é para isso que sou pago. Não fujo a luta até porque isso não é luta é trabalho e trabalho não me cheira a luta. Mas ele não toca, não me liga os que eu gostaria. Vejamos quanto tempo dura o silencio de ambos os lados. O que quer dizer isso? Qual será a minha condenação, do que estou sendo acusado? De silencio? Pelo meu silencio que não é dos inocentes e nem dos culpados. Estou sendo julgado por nada? Tudo é possivel. Vontade de ligar não tenho, quero nao existir nessa hora, pelo menos por hoje. Deixo o meu destino entregue a outras mentes, elas que decidam o que eu poderei ou não aceitar. Revel? Não, mas tambem não explicarei nada e de nada me defenderei. Hoje sou aquela presença ausente nos outros e em mim. O sol saiu somente la fora, aqui dentro esta nublado e ameça tempestade. Como não tenho medo de trovão nem de raios, pode vir numa boa. É mais uma na minha vida de tornados. As grades da janela aprisionam minha visão do mar que esta tranquilo, até limpo eu diria. É verdade, o dia está bonito! Melhor me contagiar com ele e sair desse teclado. Quem sabe um veneno que me traga alegria? Só veneno mesmo pode trazer esse de sentimento hoje. Bom, pode matar também, melhor não? Sim, melhor não! Desisto do veneno, por hora apenas, nada garante que não vá resistir ao longo do dia. Mas que dia esse! Quantos assim já vivi? Resposta sem numeros! Indo...
Horário de verão...
... já estou acordado nesse domingo, é cedo eu sei, mas fazer o que? Não há mais sono, tenho que acordar embora tenha tentado dormir mais. Não sou insone, é que ja dormi o suficiente, não o tanto para quem desejava desaparecer, porem o sono esta esgotado e isso é fato! Encarar o domingo é quase que um sentença para cumprir. Simplesmente não sei o que fazer dele nesse exato momento. Se estabeleceu esse desafio! O domingo nesse momento é um desafio! Nunca pensei que ocupar um dia seria problema com tantas opções que a cidade oferece. Mas estou aberto a essas ofertas? Não creio. A que ofertas estou disponivel? Interessante isso, complicado responder. A questão não se resume a quantidade de ofertas e sim a disponibilidade interna para fazer alguma coisa. Nada fazer, não é possivel! Nada é nada! Não estou disponivel para porra nenhuma. Deixarei pintar um desejo, uma vontade, por mais banal que seja. Tomar um banho pode ser um inicio, despertar o corpo, lavar alma. Vejamos o que se passa apos esse banho do primeiro domingo do horario de verão. Lá vou eu buscar na agua que escorre pelo corpo algum alivio. Na ida ao banheiro aconteceu um desvio de rota, passei na cozinha e bebi cafe que puxou cigarro e olhada na janela para conferir o domingo. É, ta nublado, meio fosco como eu. Estamos combinando pelo menos quanto a cor. O cigarro fuma no cinzeiro e os dedos viciados tiram frases do teclado. O texto segue crescendo a revelia do que fazer e vai fazendo do domingo dia de escrever. Teclado, esse confessionario das minhas angustias! So agora dou uma tragada no cigarro fumante. É verdade, não tinha notado que o cigarro é fumante autonomo impulsionado pelas listras de polvora do papel dele. Vitima da polvora e nem explode, melho, explode de quando em quando e vai acabando. Ainda bem que fuma sozinho e economiza meu pulmão. Olho para ele, esta quase no filtro, fumei ele em tres tragadas, enquanto isso, traguei teclas que viraram palavras. Inutil, ainda não sei o que fazer desse domingo e o banho não aconteceu. Decididamente vou agora para o chuveiro. O cigarro já esta fumando o filtro e o banho será derradeiro. Lá vou eu, creio que volto. E voltei! Inevitavel uma olhada na janela para conferir o mar e o dia. O mar está tranquilo, o sol timido e a areia branca. O corpo tá lavado, mas alma... ta complicada a coisa. Continuo no teclado, é compulsão mesmo, é tesão na ponta dos dedos. O telefone não toca, eles estão de jogo duro nessa queda de braço. Mas estou forte e aguento o tranco apesar de tudo. Fazendo algo ou não, o domingo passará de qualquer modo, ele independe do fim que damos a ele, tem autonomia. Estou aqui excluido por eles, incluido a mim mesmo, recomposto. Quero ver a virada da maré, mas que malandro sou eu? Não sei responder a essa! Não sou malandro! Será que eu vou querer atender? Será que vão gostar? Quem viver verá! E as horas continuam de segundo em segundo e passam como passa o passarinho, passa noite passa o dia mesmo dia derradeiro. Vai, domingo, sai de mim, vai impregnar outro que de voce estou cheio, vc é dia como todo dia, e como dia tem nome, voce tem nome de domingo. Fui, desembarquei de voce de uma vez por todas. Santo banho que lavou o corpo e de quebar a alma.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Não mais...
... derrepente ficou tudo estragado. Desmoronou o que já vinha ruido de ambos os lados. Tudo era frágil e não interessava mais. Vivia de empurrar a vida ladeira abaixo no meu carrinho de rolimã levando a vida. Que vida? Resposta horrrosa me vem! Isso lá é vida camarada? Essa ausencia de si em lá, sempre fora, nos sons alheios. Onde anda a minha musica que nunca ouvi? Aprendiz das minhas ausencias, viciado em não existir tenho castigo merecido. Caiu sobre mim a lamina fria de corte preciso e sem arestas. Não tem mais rebarbas é cicatriz fina, quase invisivel. A cirurgia foi feita a revelia de mim? Não, eu sabia que estava indo para a sala de cirurgia da vida, lá no meu intimo não concordava. Infantil, fui conferir se doia sem anestesia. Doeu, como doi amputar as sobras alheias na minha existencia. E como pesava carregar elas vida a fora. Acostumei ao peso do desejo alheio. Quanto ao meu, ilustre desconhecido. Por que toda crise é boa? Revela as almas em torno, as reações. Filho da puta por viver gozando na satisfação do desejo alheio abrindo mão do meu. Neurotico desgraçado me confesso ao espelho que reflete a minha culpa e a de mais ninguem. Sim, sou eu o autor da minha própria tragédia até porque toda vida é tragica e não escapo. Adie, brinquei com o que era meu, experiementeir não optar e fui excluido nesse movimento. Atravessar esse oceano tem sido complicado. Algumas tempestades me alcançaram em alto mar e o barco fragil suportou como pode o mar revolto. Fui barco a deriva, agora não mais. Já tenho carta de navegação e leme na mão. Fica claro então o meu fascinio pelo mar, namoro antigo por essas aguas inquietas em eterna movimentação. Novos tempos...velhos tempos, atualizações de desejos antigos, adormecidos nas supostas calmarias da vida....novos tempos...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Novos Tempos
Agora eu sou silencio.
É comigo mesmo, sem culpados.
Não vai sobrar nada de mim.
Nenhuma parte para ninguem.
Tudo agora é meu.
Todos os meus pedaços estão juntos.
Novos tempos.
O meu tempo.
Transformação louca.
Despedida de tempo de perda de tempo.
As voltas com o tempo.
Nada digo a ninguem, posto que sou silencio.
Não há voz.
Só pensamento.
É na angustia de ser repartido que me torno inteiro.
Nem uma nem outra.
Eu.
Somente eu.
O todo que se dividia vira unidade.
Nem uma nem outra ganha essa disputa.
Ganho eu.
O unico vencedor.
Nada agora, vale mais que eu.
Nunca vali tanto.
Acho graça nessa desgraça.
A disputa que fui objeto.
Aguento firme.
Espero o desfecho na voz de outros.
Continuo silencio.
Necessito não ter voz.
Não há retorno a velhos tempos.
Agora, é sem repetição.
Novos tempos...
É comigo mesmo, sem culpados.
Não vai sobrar nada de mim.
Nenhuma parte para ninguem.
Tudo agora é meu.
Todos os meus pedaços estão juntos.
Novos tempos.
O meu tempo.
Transformação louca.
Despedida de tempo de perda de tempo.
As voltas com o tempo.
Nada digo a ninguem, posto que sou silencio.
Não há voz.
Só pensamento.
É na angustia de ser repartido que me torno inteiro.
Nem uma nem outra.
Eu.
Somente eu.
O todo que se dividia vira unidade.
Nem uma nem outra ganha essa disputa.
Ganho eu.
O unico vencedor.
Nada agora, vale mais que eu.
Nunca vali tanto.
Acho graça nessa desgraça.
A disputa que fui objeto.
Aguento firme.
Espero o desfecho na voz de outros.
Continuo silencio.
Necessito não ter voz.
Não há retorno a velhos tempos.
Agora, é sem repetição.
Novos tempos...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
autor da 4ª idade quer dar a bunda para galã de 3ª
PQP! que confusão! eu acho que Manuel Carlos quer dar a bunda pra José Mayer!
.. sequencia errada mesmo, mas fazer o que? tem sequencias que vazam a razão..... sequencias que vazam a razão são inconsequencias.... que brincadeira gostosa com as palavras, é brincar com o sentido delas....brincam os dedos e saem palavras...que traduzem pensamentos em frases...palavras outra vez... prisioneiro das letras, desgraçado compulsivo...
scarpa, fernando
scarpa, fernando
... coisa mais da idade dos metais...da era do bronze frio, mas moldado quente! esse é o barato da historia... por tras da mascara fria, esta o calor do fogo que moldou a face doida...e por tras de uma mascara não existe verdade alguma, existe outra mascara e assim sucessivamente.... uma infinidade de mascaras... que coisa... e averdade vai onde nessa? verdades sempre mascaradas... q delicia isso...
scarpa, fernando
scarpa, fernando
.. para mim foi tudo um grande golpe, não sei se da direita ou da esquerda......e depois que eles cresceram, a casa ficou vazia, a idade deles esvaziou a casa e eles estão indo para o mundo......outros mundos...precisamos do nosso mundo...sair da solidão da casa vazia..... os quartos perdem seus donos, são abandonados por eles, sempre eles deixando ausencia... odeio a falta...... mas ela independe do meu desejo, ela é falta no seio da abuncia de faltas... é a dor do membro amputado... que coisa mais violenta!.. e assim caminham os dias, chegam as noites e as semanas vão se transformando em meses e mese em anos... e assim a vida vai passando...simples assim...........não é bom nem ruin, simplesmente é! c est tout!. c est tout é uma delicia do frances...
scarpa, fernando
scarpa, fernando
se meu rosto demosntra essa paz mas envelheceu demais... que merda isso! atras da lente escura dos meus oculos, existe um olhar que ve alem... e haja vista para tanto se ver. PQP! lente escura ameniza um pouco...até porq tem coisas que são complicadas de se se ver e nem tudo eu quero ver... esse expediente so dá uma disfarçada...... assim vou indo, vendo sem ser visto, olhando sem ser olhado. Olhos nos olhos não é sempre q dá, só uma vez ou outra... e ta muito bom...
scarpa, fernando
scarpa, fernando
terriveis dias da minha vida aqueles que nao existem. Duvidam? nao existem mesmo e olha que já tem tempo. To fora disso! tem tempo e haja tempo pra tanto tempo! mas ha? e tome tempo que tempo quer tempo mas nao tem tempo que pede tempo ao tempo que nao da tempo e nao tem tempo para dar tempo ao tempo que falta tempo para de ter tempo...que pede tempo a quem nao tem tempo e sem tempo nao ha tempo para dar tempo ...e afinal que tempo é esse que nao tem tempo para ter tempo de tempo? é uma falta de tempo que nem o tempo suporta esses tempos de falta de tempo.
scarpa, fernando
scarpa, fernando
Tomara...
que chore se arrependa... e qua a ausencia nao da paz..... continuo esperando... e vou esperar sempre eles chegarem... sempre esperarei por eles os meus amores.... deliciosos amores esses da minha vida... meu dois queridos para sempre e eternamente... assim sao eles na minha vida, no meu coracao!...pedacos de mim... empregnados de mim e dela... assim sao eles. Existem nos seus tempos, nas suas necessidades... pedaços de mim, de nos dois... meu e dela....sao partes minhas nao iguais, diferentes...se construiram a seu modo. que fazer nao sei, nao ha nada a ser feito... esta feito..
scarpa, fernando
scarpa, fernando
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